A Famecos e a defesa do diploma de Jornalismo

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  • Ricardo Serva

    Sou estudante de jornalismo no estado de São Paulo e sou totalmente a favor ao vídeo acima.

  • Nikolas Maciel

    Não acho que esse seja o âmbito para aprofundar essa discussão, mas partindo da própria premissa do vídeo se faz necessário elaborar uma pequena reflexão sobre o assunto: gostaria de entender melhor sobre qual “democracia” estão se referindo no texto do vídeo.

    Não me entendam mal, acho que existem prós e contras com a decisão tomada, mas uma vez que os profissionais da minha área, formados em Audiovsual, são diretamente beneficiados com a medida, eu sou a favor dela (ressaltando, sim, que existem diversos ‘contras’ mesmo assim).

    Mas se restringindo ao vídeo e à suposta ‘democracia’ citada eu me pergunto: se a ‘democracia’ profissional é realmente tão relevante (ainda mais considerando um meio como o Jornalismo, tão democrático, tão pouco influenciado pelos ‘QIs’, não é?) então esse é mais um motivo para o Famecos acredtar em seu curso e em sua capacidade de formar bons profissionais, pois alunos bem preparados sempre terão espaço no mercado. A medida abre portas para diversificar e renovar os profissionais envolvidos com a producão jornalística nos mais variados âmbitos: isso aumenta a competitividade e consequentemente a qualidade do produto final. Trazendo cada vez mais ao espectador uma opinião mais humana e calcada em experiência de vida muito mais do que em premissas do ensino acadêmico. E abre portas para profissionais que tenham talento para a comunicação, que tenham vocação e senso crítico para lidar com a informação e que tenham coragem para tentar competir (agora com alguma chance de se dar bem) num mercado tão saturado.

    Mais diversidade, competitividade e qualidade final para o espectador é ferir a democracia?

  • http://www.derepente.com.br Felipe Jannuzzi

    Será que tudo isso faz sentindo quando qualquer um pode escrever, publicar e ter um publico fiel na internet? E quando grandes jornais estão sendo “jurados de morte”?

    Todo caso, acredito em boas instituições para criar bons profissionais.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    Bacana a opinião de vocês. Ilustram pra uma discussão que não queria tocar no blog pois rende muito barulho e pouca compreensão.

    Só fiz mesmo este post pois é a primeira instituição SÉRIA que fala abertamente sobre isso.

    Fico com uma frase que vi no blog da Aninha. Vem da profª Magda, diretora da Famecos.
    Ser jornalista é muito mais que ingressar ao mundo virtual e escrever o que pensa. Sobre liberdade de expressão, sinceramente ignoro tal argumento. Ferramentas de publicação da web estão aí para contar a história.

    “Um jornalista aprende técnicas específicas de sua profissão, como reportagem, edição, linguagens para as diferentes mídias, estudos de recepção, formas adequadas de tratar um acontecimento.”

    Sou a favor de um diploma. Mas ai o Nikolas tocou num ponto interessante. Mas um diploma que realmente forme um GRANDE PROFISSIONAL. Logo, mudanças entre instituições e alunos são mais do que necessárias.

  • http://qualquer.org/ Cardoso

    Esse vídeo não faz o menor sentido. A decisão do STF não acabou com o DIPLOMA e nem com as FACULDADES de jornalismo – apenas derrubou a OBRIGATORIEDADE de usá-los para trabalhar em um veículo de comunicação (algo que já vinha acontecendo de forma mais ou menos aberta há uns bons 20 anos). Liguem a televisão, abram uma revista ou jornal, acessem os principais sites do país e verão centenas de pessoas que não são formadas em jornalismo já estão ocupando estes espaços há DÉCADAS. Advogar a favor da volta da obrigatoriedade é que é o verdadeiro retrocesso, já que ela só foi criada por obra da DITADURA MILITAR (acho estranho que ninguém menciona isso nas discussões).

  • guilherme

    Como esperar um argumento razoável de quem não vê a diferença entre a validade do diploma e a obrigatoriedade dele pra trabalhar numa redação?

    perdi tempo desplugando o fone do iPod pra ouvir esse ‘manifesto’. perda de tempo.