O fenômeno do crowdfunding chega ao OhmyNews

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    OhmyNews
    Você pagaria oito dólares por mês pra manter um ambiente jornalístico na web?

    O que eu esperava e até sugeri há seis meses como modelo de sustentação do OhmyNews apareceu como “nova solução” no ambiente virtual na última quinta-feira. O maior símbolo do Jornalismo Colaborativo na web anunciou prejuízos que chegam a quase um milhão de reais no último ano e  pediu a contribuição de fiéis leitores ou cidadãos-repórteres para mantê-lo vivo.

    É o tal fenômeno do crowdfunding “chegando” ao OhmyNews: o termo, que deriva da expressão crowdsourcing, onde várias pessoas, colaborativamente, passam a ajudar, contribuir, cooperar em busca de um fim.

    Situação bem parecida ao que já havia falado com o MobuzzTV, uma das startups audiovisuais mais interessantes dos últimos anos: pediu a contribuição de seus fiéis espectadores e, dias depois, acabou fechando.

    Para não ter um fim, Oh Yeon-ho, presidente do grupo, lançou uma possível solução:

    Fechamos no vermelho no último ano: cerca de 400 mil dólares. Para não depender de publicidade, se 100 mil cidadãos-repórteres ou leitores contribuíssem com oito dólares ao mês, o veículo conseguirá manter sua independência.

    Yeon Ho sugere uma contribuição simbólica próxima ao do que se pode pedir para ler a versão online do The New York Times, por exemplo. Um dos maiores jornais do mundo estuda (agora, pra valer) uma cobrança por acesso nos próximos meses. Atitude que já provocou uma pesquisa entre os assinantes do impresso.

    No OhmyNews, a prática de doação não é uma novidade. A Aninha lembrou muito bem que, em junho passado, “a OhmyTV recebeu doações espontâneas para manter o servidor no ar. Nada menos que US$ 130 mil brotaram na conta do noticiário em questão de poucas horas.”

    É a velha máxima da sobrevivência dos ambientes web: o dinheiro de publicidade não sustenta por si só um negócio.

    Os problemas escancarados do OhmyNews levantam uma tendência que começa a ficar mais evidente: um filtro visível dos projetos participativos que se consideram 2.0 (termo redundante e em desuso). A crise financeira que ainda assola o mundo produziu a criação de uma peneira com estes serviços. Só fica quem for auto-suficiente.

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