
E o Facebook tornou-se o “quarto país” mais populoso do mundo. A rede social – que aos poucos chega ao Brasil para fazer sombra ao Orkut – alcançou ontem a impressionante marca de 250 milhões de perfis cadastrados. O registro surpreendente da ferramenta só dá sinais de como o FB será a “rede social das redes sociais“, além de ressaltar um assunto que já falo há algum tempo no blog: a capacidade de ser um ambiente global com elementos locais, conhecido como Glocalização.
Enquanto a mídia brasileira não pára de mimar o Twitter, a imprensa do exterior mais uma vez só rasga elogios a estrutura construída pelo Facebook. O número divulgado ontem em seu blog oficial mostra um crescimento de 25% em apenas três meses. Em abril deste ano, por exemplo, fora anunciado a marca de 200 milhões de pessoas no FB.
A estatística pode até espantar, mas quem conhece o Facebook de perto, sabe do que é capaz. Quem acompanha o blog, lembra do meu último post de 2008 falando sobre a rede social e seu interesse em ganhar espaço num grande nicho, o Brasil.
Sua versão em português e flexibilidade na produção de conteúdos facilitam e muito o ingresso de um fanático por plataformas sociais e espetacularização da vida pessoal. O resultado veio rapidamente. O FB dobrou de tamanho por aqui neste ano.

A mídia contribuiu para a popularização do FB
E isso se tornará cada vez mais comum. Não digo que o Orkut será abandonado, mas parte dos brasileiros de uma classe média definida e com objetivos, digamos, “mais profissionais” começa a ver o Facebook com bons olhos. Enquanto isso, a rede social do Google ficará com mais cara ainda de “5ª B”: pessoas mais novas e, consquentemente, mais conteúdo produzido.
O que mais me chama atenção neste crescimento do FB é o critério de Glocalização. Mark Zuckerberg, fundador da rede social, sempre teve um princípio de criação de um ambiente social participativo local, porém houve novos adeptos do exterior do que do próprio Estados Unidos. Prova disso é que o ambiente virtual conseguiu apenas agora há pouco superar o MySpace em audiência.
A Inglaterra tornou-se o grande nicho do Facebook nos últimos anos. E isso se proliferou rapidamente. Foi mais um grande exemplo de buzz de rede. E não é só isso. A mídia interncional também tem sua “culpa”. O anúncio diário da ferramenta, aliada a integração de grandes redes de comunicação com o FB, como no velório Michael Jackson, também são fatores para impulsionar e produzir novos usuários na ferramenta.
É como se o Facebook fosse uma loja e sua vitrine fosse construída por objetos de grande valor, mas todos os manequins e cabides expositores estruturados por veículos de comunicação. A decoração exposta, à primeira vista, começa a atrair muitos consumidores. Mas com uma diferença: sem data prevista para acabar com o estoque.




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