Positivo o bate-papo informal desta segunda-feira, envolvendo alguns blogueiros e Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em um hotel na cidade de São Paulo. Em pouco mais de uma hora, ficou evidente mais uma vez que o caráter de compartilhamento e reunião de conteúdo é a chave para manter FB como a “rede social das redes sociais“, termo que acabei descrevendo em meu último post do ano passado. #
Pode até parecer bobagem ou senso comum citar agregador de conteúdo como sinônimo de sobrevivência de um ambiente totalmente participativo. Mas no Facebook, a história de deixar todo e qualquer poder na mão do dono do perfil do usuário acaba com a premissa da busca incessante de vigiar a vida alheia. Característica, por sinal, evidenciada por Zuckerberg durante a conversa. #
O que nos diferencia do Twitter e do Orkut é nossa preocupação com a privacidade de cada indivíduo. No Facebook, isso é elemento imprescindível #
A quantidade exagerada de aplicativos – construídos por terceiros – reforça o meu argumento. Situações deste tipo tornam-se cada vez mais semelhantes e têm boas chances de render uma boa grana. E isso só acontece por atos espontâneos: o usuário tem que gostar e promover mídia espontânea. Vide a venda do Summize – hoje Twitter Search – ao Twitter. #
Estas ferramentas inseridas graças a uma política de API ´s abertas são reflexos de estudos recentes de comportamento nos Estados Unidos. No mês passado escrevi no blog sobre como homens e mulheres usam apps do FB. É notório o caráter comportamental de cada um. #
Sobre uma definição simples de Facebook, Zuckerberg voltou a falar de “social utility“, como descreve uma entrevista na Time. Ele não considera muito o “social network” e dá mostras que essas ferramentas sociais cada vez menos têm um nome definido. É o caso Twitter como microblogging. Para um de seus fundadores, é uma ferramenta de comunicação. #
Sobre os idiomas da rede social, fiquei assustado com o número: 40 línguas ao todo. Zuckerberg explicou que há uma prática colaborativa de tradução entre os usuários do FB, o que rende uma diversificação. Um de seus assessores até comentou um exemplo aqui do Brasil: a inserção da funcionalidade Curti. É a tal da Glocalização, lembra? #
No mais, percebe que Zuckerberg é um cara muito simples e bem focado, apesar de toda fortuna avaliada em 1,5 bilhão de dólares. Trata-se de um empreendedor que está lá na frente, em 2011, atributo imprescindível para quem pretende se movimentar no mercado com uma startups. #
O Eric Messa – que também estava lá – já deixou seu ponto de vista no blog. #
Fotos: arquivo pessoal e CDN. #
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