The Sunday Times será o 1º veículo da corrida do conteúdo pago de Murdoch

O todo-poderoso Rupert Murdoch encontrou, rapidamente, o seu primeiro brinquedinho para iniciar a estratégia de conteúdo pago em todos dos seus muitos veículos em formato online. The Sunday Times vai liderar um planejamento que começa em novembro e que tem grandes chances de dar errado.

A publicação britânica, que integra um dos bons jornais do país – o The Times – será o primeiro rato de laboratório de um dos homens mais ricos do mundo, que tem como principal característica a vontade insana de reinventar a roda. A última de Murdoch foi inusitada: remodelar e reformular um produto próprio que nunca deu certo: a WSJ Community.

O ambiente, que era pra ser uma rede social, é praticamente um monólogo: fala-se sozinho por lá. Desta vez, terceirizaram o serviço, que será totalmente desenvolvido pela Slingshot Labs. Detalhe: a pretensão com o produto é grande. Dentro do Wall Street Journal, dizem que o serviço será um “Linkedin Killer”, ou “Matador do Linkedin“, rede social de caráter profissional de certo sucesso no mundo.

Ao invés de agregar informação e conhecimento alheio, o magnata cria espaços para tal, como novos registros e, consequentemente, novas senhas, atributos que muitos dos internautas fogem hoje.

Enquanto isso, Murdoch mostra mais uma vez, agora de forma agressiva, seu desespero com o interesse em rentabilizar seus conteúdos online e dá um tiro direto em uma publicação que é um sucesso local britânico aos domingos. A intenção é começar do menor para a maior (versão impressa).

A prática de restrição de conteúdos na internet não é uma novidade a família Murdoch. Este é o grande x da questão. Rupert sempre manteve dentre seus argumentos o “sucesso” que produz com um modelo híbrido que produz no Wall Street Journal: mistura conteúdo pago ao aberto que, de certo ponto, é rentável. Se cumprir o que prometeu, fará isso em 38 jornais, periódicos que gerencia em todo o mundo.

Pena que o indíviduo não visualize que o planejamento criterioso do WSJ dê certo por ser uma informação de nicho e “exclusiva” na web.

Foto: Brave New Films.

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  • Laura Diniz

    Culpa da crise econômica que assola os jornais ainda.
    Onde vamos parar, Rafael?

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Laura,

    Vejo com bons olhos mudanças e novos pensamentos para se adequar conteúdo jornalístico na web. Mas, desta forma, como Murdoch propõe, vejo como um tiro no pé.

    Agora é esperar e ver essa situação.