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Enquanto o Facebook já sabe fazer café, o Google aprende pra tomar com bolo

Recebi na noite de ontem dois e-mails de leitores do blog pedindo minha opinião a respeito da negociação que aconteceu entre FriendFeed e Facebook e o que isso pode gerar como frutos ao maior nicho social participativo do mundo. Minha resposta vem horas depois: a palavra oficial do rival Google.
O atual símbolo de pesquisas na web começa a se preocupar. E não é de hoje. Sem alarde e expectativas, anunciou a implementação de um novo sistema de buscas – Caffeine – que vai permitir velocidade e evolução na indexação e exaustão de respostas nas quais você procura.
O novo sistema já está no ar, em fase Beta, e mostra poucas novidades. Houve uma mudança na disposição de resultados e todas as referências apareceram com maior eficiência. As reformulações ficaram evidentes mais para desenvolvedores e pesquisadores do que usuários domésticos, fatia do bolo que o Google não quer perder de jeito algum.
O interessante desta história é que ninguém questionou ao menos a antecipação do lançamento deste serviço, que até então era considerado secreto para os engenheiros do Google. Fiquei com a mesma sensação com um caso envolvendo o Orkut, quando revelou de forma antecipada dados do uso da rede social no país, exatamente dias antes da chegada de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, ao Brasil. Deixei meu registro até em uma matéria da VEJA.

Tá na cara que o Google não quer ficar pra trás e busca dar uma resposta rápida às movimentações que Twitter e, principalmente, Facebook, promovem. Este último, por sua vez, confirma mais uma vez que não vai brigar para ser a rede social mais popular do mundo. [isso fica evidente com o lançamento da busca em tempo real dentro do FB]
Facebook não quer isso. Durante o bate-papo que tive com o Mark, na semana passada, ficou constatado isso. FB quer transcender este “âmbito social” para travar batalhas com o principal gigante da web, o Google. E a confirmação da compra do FriendFeed, boa startup que permite o compartilhamento de conteúdos web por meio de redes sociais e blogs, é uma das minhas bases de argumentação.
Mais uma vez, Mark Zuckerberg mostrou seu faro de empreendedor e não pensa apenas no FriendFeed propriamente dito. Ele também quer o capital humano por trás do serviço: quatro ex-funcionários do Google que trabalharam na criação do Gmail e que, agora, fazem parte do grupo do Facebook. São mais quatro cabeças para desenvolver e deixar o Facebook como o futuro novo símbolo da web.
A receita deste lanche está na web, porém sem detalhes. O Google tem o bolo e começa a aprender a fazer o café, coisa que o Facebook já sabe há algum tempo.
Foto: Asti21.
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agosto 12th, 2009 at
Não tive resposta no post abaixo, mas minha sugestão está aí!
Valeu Rafael!
agosto 12th, 2009 at
@Fernando,
Já havia pensado em um post pra falar disso. Esperei a “poeira baixar” pelo alarde da negociação.
Obrigado.