
Misturar conteúdo aberto ao fechado pode virar modelo no The Guardian
A alta cúpula do The Guardian parece que prestou muita atenção nas declarações de Rupert Murdoch, o todo-poderoso da News Corporation. Especula-se, agora, que um dos principais diários britânicos também comece a estudar o projeto de conteúdo pago visualizado na web. Mas com um diferencial imprescindível e que pode dar, sim, lucro à empresa: o bom e velho modelo híbrido.
Enfim, um grande meio digital começou a bater em uma tecla pouco comum, mas marca de um dos jornais mais respeitados dos Estados Unidos, o Wall Street Journal. Rumores apontam que o The Guardian vai mesclar conteúdo aberto ao restrito, com o objetivo de criar uma espécie de grupo “privilegiado”.
E é nesta premissa que o boato se prolifera: “um members club” que vai abrigar conteúdo exclusivo e diferenciado para atrair um nicho de leitores. Além disso, o The Guardian iria proporcionar a possibilidade de seguir eventos ao vivo e até entrar em contato, de uma forma mais eficiente, com os jornalistas da publicação.
Tá na cara que o impresso britânico quer encontrar uma maneira de garantir novos lucros à empresa, além de não perder audiência, é claro. E o Guardian se baseia em uma estrutura que já deu certo em outros produtos web. É a tal da cultura do algo a mais que descrevi há alguns anos aqui no blog.
Em outubro de 2008, falei que a restrição e a produção de um conteúdo considerado exclusivo poderia ser a chave para alcançar objetivos empresariais. Como o próprio blog Sillicon Valley falou em 2008, a restrição voltou a ser uma alternativa em potencial na web. E, pelo jeito, no quesito conteúdo pago, o The Guardian é bem Wall Street Journal.
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