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O NYT convoca leitores para tomar decisões e mostra como o WSJ anda na contramão

Tag: midia,nyt,tendencias,wsjRafael Sbarai @

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Mais de 3 mil fiéis leitores do New York Times começaram há alguns dias uma discussão no The New York Times Insight Lab, um ambiente com fins de diálogos comerciais, editoriais e, claro, modelos informacionais de negócio. Burocrático, cheio de perguntas, porém até o momento eficiente, a maior publicação no mundo pelo menos mostra como seus rivais andam cada vez mais na contramão.

O Insight Lab é a primeira aposta – ousada, diga-se de passagem – de uma grande publicação em todo o mundo. A intenção é ter uma percepção imediata de leitores, principalmente os mais assíduos, com um único objetivo: entender as reações com mudanças drásticas ou não em relação ao conteúdo.

A pauta do momento que aquece esta espécie de Fórum é a possibilidade ou não do New York Times ter conteúdos pagos nos próximos meses no site do jornalão. A decisão é discutida já há algum tempo entre seus executivos e nada mais justo que convocar quem visita o site todo dia: seus internautas.

Até o momento, pelo que vi lá, a opinião sobre pagar ou não por conteúdos é bem dividida, o que me surpreende até de certo ponto, já que o NYT não tem um diferencial ao seu “rival” WSJ, voltado a um nicho específico.

Mesmo assim, vale a pena dar uma olhada no argumento de cada um. É bem interessante ver pessoas dizendo: “pagar por 50 dólares por ano para ler a publicação online não me vai fazer mais rico ou mais pobre”.

Outros pensam desta maneira: “essa atitude de restringir a informação pode desencadear um processo muito grande na web. Aí só falta voltarmos ao início da internet, onde parte dos produtos que usávamos era pago. Se acontecer isso, blogueiros disponibilizarão a nós o conteúdo”.

A iniciativa vai bem no sentido oposto do australiano Rupert Murdoch com o Wall Street Journal. Há poucos dias, escrevi no blog sobre a confirmação do todo-poderoso da News Corporation em cobrar por conteúdo visualizado em todos os sites de jornais de seu domínio. O primeiro será o simpático The Sunday Times, do Reino Unido.

Fica evidente que o NYT é a antítese jornalística do WSJ. A discussão em um dos maiores jornais do mundo acontece de baixo pra cima e não ao contrário, como fez Murdoch com um discurso que mais me lembra a história dos Estados Unidos e a política do Big Stick: “fale macio, mas carregue um grande porrete”.

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3 Responses to “O NYT convoca leitores para tomar decisões e mostra como o WSJ anda na contramão”

  1. Ricardo says:

    Olá Rafael!!

    As receitas de publicidade desses jornais não são suficientes para fechar a conta no final do mês?? Por isso essa polêmica em torno de conteúdos pagos…

  2. Rafael Sbarai says:

    @Ricardo,
    tudo bem!?

    Então, jornal algum em qualquer lugar vive apenas de publicidade. Vide o “fechamento” de vários deles na web. Principalmente os gratuitos, aos moldes do Metro.

    O mecanismo encontrado até o momento é essa velha história do conteúdo pago.

    Se quiser, dê uma olhada na categoria mídia do blog: http://derepente.com.br/category/midia/. Por lá tem algumas opiniões e pontos de vista a respeito disso.

    Abraço!

  3. diegocamara (Diego Cabral Camara) says:

    NYT convoca leitores para opinar sobre futuro do jornal na internet http://bit.ly/YtUb0

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