set 30 2009
O Kindle incomoda muita gente

Bem interessante e, de resultado negativo, o processo de experimentação do uso do Kindle, da Amazon, nos últimos dias, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A iniciativa que fomentava a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura foi mal vista por alunos da entidade.
A jogada de ser hype e oferecer um novo suporte de leitura parece não ter dado certo mesmo. Segundo relato dos próprios estudantes, o Kindle é uma ferramenta incômoda e que não possui recursos para ajudar nas leituras diárias acadêmicas.
Os relatos foram divulgados no The Daily Princetonian. Cerca de 50 alunos receberam o e-book como uma espécie de teste e, em duas semanas, parte deste grupo demonstrou grande insatisfação.
A maioria das críticas impostas baseia-se na falta de capacidade de anotação durante a leitura, o que dificulta ao sublinhar textos ou até mesmo destacar excertos de uma obra escrevendo observações simples e rápidas, que facilitam no momento de compreensão do conteúdo.
Outro grande ruído em destaque foi a ausência do número de páginas. O detalhe é que este processo de experimentação aconteceu com o Kindle DX, a nova geração do leitor de ebook.
Aos poucos, a Amazon começa a repensar sobre sua estratégia de “lançamento” e propagação do produto. Enquanto a indústria dos jornais festejava a chegada do e-book e o colocava como símbolo para salvar o Jornalismo, o Kindle se voltou pra um foco mais estudantil e recebeu, em tão pouco tempo, um feedback de críticas com mudanças imediatas.
Mesmo assim, ainda considero seu processo positivo. O público-alvo de Kindle está, em grande parte, no ambiente acadêmico e seu uso facilita no momento em que professores ou alunos transportam livros, apostilas, de um lado ao outro. Centralizar o consumo de conhecimento em único suporte móvel é uma boa aposta.
Foto: Avitania.
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