set 30 2009

O Kindle incomoda muita gente

Tag: culturaweb, gadget, midia, mobilidade, tendenciasRafael Sbarai @

Bem interessante e, de resultado negativo, o processo de experimentação do uso do Kindle, da Amazon, nos últimos dias, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A iniciativa que fomentava a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura foi mal vista por alunos da entidade.

A jogada de ser hype e oferecer um novo suporte de leitura parece não ter dado certo mesmo. Segundo relato dos próprios estudantes, o Kindle é uma ferramenta incômoda e que não possui recursos para ajudar nas leituras diárias acadêmicas.

Os relatos foram divulgados no The Daily Princetonian. Cerca de 50 alunos receberam o e-book como uma espécie de teste e, em duas semanas, parte deste grupo demonstrou grande insatisfação.

A maioria das críticas impostas baseia-se na falta de capacidade de anotação durante a leitura, o que dificulta ao sublinhar textos ou até mesmo destacar excertos de uma obra escrevendo observações simples e rápidas, que facilitam no momento de compreensão do conteúdo.

Outro grande ruído em destaque foi a ausência do número de páginas. O detalhe é que este processo de experimentação aconteceu com o Kindle DX, a nova geração do leitor de ebook.

Aos poucos, a Amazon começa a repensar sobre sua estratégia de “lançamento” e propagação do produto. Enquanto a indústria dos jornais festejava a chegada do e-book e o colocava como símbolo para salvar o Jornalismo, o Kindle se voltou pra um foco mais estudantil e recebeu, em tão pouco tempo, um feedback de críticas com mudanças imediatas.

Mesmo assim, ainda considero seu processo positivo. O público-alvo de Kindle está, em grande parte, no ambiente acadêmico e seu uso facilita no momento em que professores ou alunos transportam livros, apostilas, de um lado ao outro. Centralizar o consumo de conhecimento em único suporte móvel é uma boa aposta.

Foto: Avitania.

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set 29 2009

Um Washington Post mais centralizador e menos distribuído

Tag: midia, redesocial, twitterRafael Sbarai @

O Washington Post entrou na fila das publicações que produzem cartilhas em redes sociais e divulgou, nesta segunda-feira, uma lista para controlar o uso de ferramentas sociais participativas por seus jornalistas. Com um caráter centralizador rígido, WP é mais um que começa a se perder ao não querer distribuir informação.

O veículo enviou no início desta semana uma espécie de instruções aos seus profissionais pedindo para não comentar na rede processos internos, negócios ou novos produtos com a preocupação que as mensagens produzidas por seus jornalistas não sejam “mal interpretadas” e disseminadas rapidamente em nichos sociais.

Washington Post é mais um exemplo de como uma empresa de comunicação insiste em andar na contramão e, ao invés de distribuir conteúdo e produzir um efeito de uma pedra jogada na água – o Ripple Effect – centraliza sua informação em apenas um único espaço: seu “site oficial de notícias”. Eis um trecho do que mostra na cartilha:

Quando as redes sociais são utilizadas para trabalhar de modo pessoal, devemos recordar que jornalistas do Washington Post são sempre jornalistas do Washington Post.

Este tipo de argumento é um grande tiro no pé. Uma pessoa que acompanha um jornalista por suas produções profissionais  quer acompanhar as leituras, os gostos, anseios, críticas do jornalista nas redes sociais…  Ela só é leitora do WP quando acessar o site ou lê o impresso. Simplesmente uma mão única.

A espécie de cartilha propagada cabe às plataformas sociais de grande participação do público, deste Twitter a MySpace, Linkedin e Facebook. Portanto, uma única direção de distribuição – e de forma autoritária – em vários caminhos.

Tá na cara que a publicação zela por algo que tornar-se-á (se já não tornou) comum entre palestrantes e consultores de mídia: reputação, julgamento de valor, avaliação e, consequentemente, confiança. Logo, renunciam por práticas de humanização para manter o conservadorismo corporativo.

Washington Post, soma-se então, aos casos de ESPN, Bloomberg e AP, no exterior, além de Globo e Folha de São Paulo aqui no Brasil. Todos, sem exceção, estão na mesma linha de restrição de conteúdo e fim de distribuição informacional. Nestes exemplos, o leitor ainda terá que ir até o veículo. A publicação, ao invés de ser apenas um nó a mais na rede, ainda pensa em ser o centralizador.

Foto: Krossbow

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set 28 2009

A oficial geolocalização do Twitter

Tag: culturaweb, dica, mobilidade, redesocial, twitterRafael Sbarai @

Aos poucos, o Twitter vai perdendo o caráter de ser “simples” para não parar no tempo e atrair cada vez mais adeptos. No início desta semana, será discutido internamente a possibilidade de lançar uma aplicação de geolocalização integrada a ferramenta, o que possibilita mostrar o local onde o usuário produziu uma mensagem de 140 caracteres.

O atual maior fenômeno tecnocultural da web já tinha até discutido isso em seu blog oficial, no mês passado, mas só desta vez o projeto será lançado. Twitter vai buscar, a partir de API´s, a possibilidade de armazenar dados de ubiquidade geográfica, não só apenas no perfil, mas também em cada conteúdo digitado e postado.

A grande preocupação do momento aos desenvolvedores é a questão da privacidade, tão elogiada e enaltecida em uma rede que cresce muito no exterior: o Facebook. O usuário do Twitter terá a possibilidade de habilitar ou não a funcionalidade de visualizar o local onde você produz mensagens, sendo que depois de 14 dias, esta informação será eliminada.

A idéia é parecer cada vez mais ao UberTwitter, aplicativo de grande uso por aparelhos de celular BlackBerry, que possibilita produzir mensagens e visualizar conteúdos de seus amigos, além de enaltecer o caráter de geolocalização, que permite buscar, por exemplo, palavras-chave como “almoço” e visualizar se seus seguidores estão próximos de você.

Se fosse pra estabelecer uma relação, o Twitter fica cada vez mais parecido com um serviço que falei aqui, no blog, lá em julho do ano passsado. Metaki é um serviço de mensagens com até 140 caracteres que organiza eventos com amigos utilizando do aplicativo de mapas da Google.

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set 25 2009

Quando as celebridades não sabem lidar diretamente com o público na web

Tag: midia, redesocial, twitterRafael Sbarai @

Reflexivo e pertinente o bate-papo que tive com o apresentador da TV Globo, Luciano Huck, a respeito da corrida de milhão de seguidores no Twitter, ferramenta de micromensagens de até 140 caracteres. A conversa virou uma entrevista em VEJA.

Luciano debateu um assunto que foi discutido há alguns dias lá na Faculdade Cásper Líbero: as celebridades sabem lidar diretamente com o público na web? O apresentador e jornalista tem uma resposta sensata e das mais pertinentes até então.

A grande maioria não está. Como em qualquer relação, casamento, namoro, relação com a imprensa ou com o público no Twitter, você tem de saber quais são os limites e os códigos. Logo, você vê casos de artistas ou celebridades que não sabem conversar com seus fãs.

Foto: Petrichw.

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set 24 2009

A ESPN quer fragmentar o seu tráfego com sites locais

Tag: midia, tendenciasRafael Sbarai @

espn-chicago

De certo ponto inesperada a atitude da ESPN em tornar-se cada vez mais um canal segmentado em esportes nos Estados Unidos. A emissora anunciou, nas últimas semanas,  a criação de ambientes virtuais locais, fragmentando cada vez mais seu público no país.

Os dois projetos experimentais da ESPN são em grandes pólos esportivos: Chicago e Boston. A intenção é das mais interessantes: valorizar cada vez mais seus fiéis leitores ou espectadores, produzindo mais informação de nicho, do assunto no qual torcedores querem saber: seu time favorito, em qualquer esporte. Dallas, Nova York e Los Angeles são os próximos alvos.

Aos poucos, ESPN caminha para uma boa convergência de mídia: TV fala com internet e vice-versa. Não são rivais, nem oponentes. Um alimenta o outro. E começa a entrar num mercado de hiperlocalidade que é super positivo. É só visualizar o sucesso do EveryBlock, por exemplo.

Por aqui, quem faz isso muito bem no momento é a Globo.com, com as páginas personalizadas de times de futebol. Quando você clica em algum clube, há um redesenhamento da página com o símbolo e cores da equipe.

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set 23 2009

O princípio hiperlocal de unir jornalista e cidadão-repórter: dois gritando

Tag: colaboracao, culturaweb, midiaRafael Sbarai @

O tradicional O Globo começa a fazer uma bela campanha hiperlocal para convidar o cidadão a produzir informação e contribuir com o conteúdo jornalístico da empresa. Agora, a publicação lançou o Dois Gritando, um centralizador de dados que envolve desde denúncias a prestação de serviço no Rio de Janeiro.

Trata-se de mais uma boa iniciativa hiperlocal, atributo que não é visto e ressaltado no Brasil, além é claro de resgatar Eu-Repórter, serviço colaborativo de nicho de poucas contribuições. Uma espécie de espelho do que acontece principalmente nos Estados Unidos. Pela campanha, você percebe a qualidade do produto.

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set 22 2009

Quando leitores de meios digitais não querem pagar para obter informação na web

Tag: culturaweb, midia, nyt, pesquisa, tendencias, wsjRafael Sbarai @

Conteudo-pago

Bem interessante e reflexivo uma espécie de pesquisa realizada pelo Paid Content nos últimos dias. O canal britânico perguntava se os leitores de meios digitais pagariam por conteúdo na web. A velha máxima de informação paga. A resposta saiu nesta segunda-feira e diferente da premissa que o New York Times apresentou, apesar de acreditar que o jornalão anda no caminho certo.

Sem o mesmo “público-alvo” e com diversos modelos de negócio por aí, o estudo do Paid Content mostra que apenas 5% dos entrevistados pagaria para ler um conteúdo na web, enquanto a grande maioria (74%) buscaria a informação em um outro veículo rival ou ambiente especializado.

Pego, então, dois exemplos locais norte-americanos que promovem, quase mensalmente, mudanças para gerar novas receitas: NYT e WSJ.

Ponto para o New York Times, que sabe andar pra frente e vaias intensas ao Wall Street Journal, que continua com a marcha ré engatada na corrida do conteúdo. Enquanto o NYT abre espaço para discutir o futuro do jornal (um ex-jornal, por sinal), o WSJ vai no sentido oposto e, enquanto anda pra trás, tenta reinventar a roda.

Fica clara a política corporativa hierárquica de duas das maiores publicações do mundo: o New York Times, cada vez mais, mostra que seu futuro não vem de cima pra baixo, produzindo pesquisas e visualizando como o conteúdo pago afeta seus leitores. Já o Wall Street Journal tem um centralizador milionário com um discurso de Médici: pague ou deixe-o.

Alguns dos leitores reclamam que possuo uma crítica veemente ao WSJ. Acredito que seu modelo híbrido para mixar conteúdo pago e aberto, infelizmente, é a solução para conter o desespero de executivo de jornalões. O problema é que seus recentes discursos de seu chefão acabam, de certa forma, refletindo em outros países como uma espécie de praga.

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set 21 2009

Uma web para consumir mais informação e menos comunicação por e-mail

Tag: midia, pesquisa, tendenciasRafael Sbarai @

Silicon Alley Insider

Uma das minhas visitas obrigatórias para visualizar e trazer discussões no blog envolvendo mídia é o Chart of the Day do Business Insider. Sempre tem algo interessante por lá. Depois da constatação de que há ainda muitos jornais no século XX, vem o processo de atuação de um internauta na web.

Segundo estudo conduzido pelo Online Publishers Association’s Internet Activity Index, as pessoas consomem hoje mais conteúdo e produzem, cada vez menos, uma comunicação por correio eletrônico (42% a 27%, respectivamente).

A pesquisa utilizou como parâmetro os anos de 2003 e 2009. Fica evidente a importância, cada vez mais, da economia da informação no contexto de cada indivíduo.

Que fique claro: isso não é sinônimo de que o e-mail morreu.

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set 18 2009

Posterous e seu princípio de ‘engolir’ o Tumblr

Tag: culturaweb, dica, tendenciasRafael Sbarai @

posterous

Impressionante o número de recursos mensais que estão sendo inseridos ao simples Posterous, ferramenta de publicação de conteúdos a partir de um envio de uma mensagem eletrônica. Semanas depois da confirmação de uma aplicação no iPhone, foi a vez de confirmar a criação de 5 novos temas e uma possibilidade maior de integração com o Tumblr.

Posterous é, sem dúvidas, o melhor “arroz e feijão” da web no momento. Não é cheio de frescuras, nem um pouco complicado. A partir de um cadastro simples e eficiente, você pode começar a produzir conteúdo apenas enviando um e-mail para post@posterous.com.

Isso facilita e dá maior possibilidade de produção de conteúdo móvel. Hoje, a estrutura no celular ainda não está consolidada e dificulta subir informação em texto, vídeo ou áudio a partir de um aparelho. Logo, a eficácia do bom e velho e-mail é melhor.

Por isso, é sinônimo de blog em movimento. Não à toa, além de deixar um ambiente virtual mais customizável, projetou uma espécie de “convergência maior” com o Tumblr, deixando evidente o seu caráter de lifrestreaming. Trata-se da velha máxima de armazenar e centralizar o fluxo informacional em um único espaço, características implícitas no próprio Tumblr.

Toda essa movimentação dá resultado. Posterous já possui mais de 4 milhões de visitantes únicos, com um grande foco no público norte-americano.

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set 17 2009

JAJAH inicia beta de serviço de ligações gratuitas de celular para usuários do Twitter

Tag: culturaweb, mobilidade, tendencias, twitterCauã Taborda @

twitter_jajah

A JAJAH, companhia de serviços de VoIP com atuação em vários países (inclusive o Brasil), lançou o JAJAH@Call, serviço em fase beta que permite aos usuários de Twitter (residentes nos EUA) realizar ligações de celular gratuitas.

O serviço só está disponível para alguns usuários, que devem obrigatoriamente ser registrados no JAJAH. Para realizar uma ligação basta digitar no status do Twitter “@Call @algumcontato”. O telefone do usuário irá tocar, uma mensagem do JAJAH informa que a ligação será realizada e o outro contato é chamado em seu celular.

Durante a fase beta as ligações são limitadas a 2 minutos e estão disponíveis para números de celular dos EUA.

Considero a iniciativa interessante, mas como em qualquer serviço do tipo, que oferece mil maravilhas no início, tenho o receio pela qualidade e por possíveis tarifações em um futuro não muito distante. Não vejo diferença alguma, se não o fato de associar a ligação ao Twitter, de um serviço qualquer de voz por ip já disponível no mercado.

Outro ponto que deve ser considerado é o fato de um usuário de Twitter não ter o interesse, muitas vezes, em se comunicar com seus contatos por outro meio que não o serviço. Quantos contatos que possuímos que muitas vezes não queremos que nos encontre por celular?

E você, o que acha?


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