set 09
Meus testes com Tbox, serviço de compartilhamento de redes e conteúdo do Terra

Sem um certo alarde, o portal Terra lançou, de forma oficial na última segunda-feira, dia 07, o Tbox, serviço próprio da empresa que tem o princípio de reunir e agregar em um único ambiente contas de e-mail, perfis em redes sociais e, claro, conteúdo informacional do ambiente.
Sem a premissa de reinventar a roda com a criação de plataformas sociais participativas [coisa que o Wall Street Journal ainda não aprende], o Terra foi no ponto certo para buscar um compartilhamento em seu próprio portal: usar e abusar das API´s e flexibilidades das redes para construir algo que lhe é pertinente.
Tbox é ainda um pouco lento, traz problemas de erros inesperados, como mostra a foto abaixo, mas é uma das primeiras iniciativas no país com a intenção de reunir, em um único local, plataformas das mais usadas por internautas brasileiros: e-mail e redes sociais.
[digo isso pois, nos próximos meses, veremos uma nova onda em caixa de comentários: como elas serão metralhadas por botões de atalho de Facebook e Twitter para uma integração entre um perfil social e o post].

Um único ruído: instabilidade do serviço
Outro grande ruído é a ausência da barra lateral à esquerda – que permanece enquanto navega na página principal – nas páginas internas de canais e editorias distintas. Para visitar ou mandar e-mails, mensagens do Twitter ou Facebook, é necessário estar na página principal do Terra, único local com uma barra visível.
O ponto alto do projeto interativo é a ausência de um cadastro interno. Sem ter e-mail ou algum formulário preenchido para se atrelar ao Terra, consegui montar meu perfil rapidamente. O único grande empecilho, no caso, é fornecer logins e senhas de produtos que você costuma usar diariamente.
No mais, fiquei com a sensação que o Tbox é reflexo da preocupação de uma empresa de conteúdo que busca integrar a corrida informacional distribuída nas redes sociais. Trata-se de um mecanismo “semelhante” ao que acontece nos Estados Unidos, quando empresas tradicionais de comunicação usam o recurso do Facebook Connect para manter uma espécie de chat ao vivo enquanto transmite um acontecimento sazonal ou fatalidades, como a morte de Michael Jackson.
Posts relacionados
Qual é a sua, Terra? … pelo jeito, a América Latina
O NYT convoca leitores para tomar decisões e mostra como o WSJ anda na contramão
No quesito conteúdo pago, The Guardian é tão Wall Street Journal
Quando a audiência não importa aos editores do New York Times
Como o Facebook tornou-se o “quarto país” mais populoso do mundo
Como homens e mulheres usam apps no Facebook
O dia em que o Google quase comprou jornais








