
Para um restrito grupo, este é o retrato do Facebook: uma cidade-fantasma
Recebi um e-mail de uma leitora do blog, na última semana, pedindo um debate sobre o possível êxodo que acontece no Facebook, rede social mais popular de todo o mundo. O tema foi destacado, com um teor crítico, no New York Times dias atrás e, em pouco tempo, uma versão em português sintetizou o espírito do assunto.
O NYT aponta e relata, em poucos personagens, um abandono da rede – principalmente no eixo norte-americano - por questões que envolvem desde privacidade até o “momento hype das redes sociais”. Segundo usuários “antigos” do FB, o produto, que mal completou seis anos de idade, não tem mais graça.
Os argumentos visualizados têm até um certo sentido: a regulação da vida pessoal, atributo tão destacado pelo fundador do produto, Mark Zuckerberg, durante sua visita ao Brasil, parece ser a crítica mais veemente ao ambiente. O controle e mapeamento de uma estrutura social do “quarto maior país do mundo” começa a preocupar os inseridos à rede.
Isso já foi até debatido há alguns meses no blog, quando FB promoveu mudanças em seus termos de uso sem nenhum aviso e, dias depois, pós-enxurrada de críticas de usuários, voltou ao normal: atitude de Mark Zuckerberg bem Luis XIV mesmo.
Mas trata-se de um princípio de segurança e preocupação que nenhuma rede social tem hoje. Vide os problemas envolvendo Orkut e Twitter com falsificação de perfis, por exemplo. Tal situação não é comum no Facebook.

Outra tecla a ser batida é o princípio de ubiquidade da rede de Zuckerberg.
A onipresença e a facilidade em construir aplicativos em sites e o uso da rede em dispositivos móveis são atributos que o fazem deixá-lo como a “rede social das redes sociais“: o ambiente conseguiu aplicar um modelo no qual é possível integrar muita coisa, desde seu perfil do Twitter a comentários em sites de notícias ou em blogs. Isso provoca o fim do lúdico do brinquedo, como alguns dizem.
É, sim, uma espécie de Big Brotheirização, mas extremamente subjetivo. É você quem permite ou não a distribuição e propagação do que pensa, escuta, lê.
[Na última terça-feira, o próprio presidente Barack Obama alertou o cuidado com o uso do Facebook. Mas isso é culpa da amplitude com a qual o Facebook lida hoje nos Estados Unidos.]
Sobre a construção de uma cidade-fantasma, ainda considero essa história um pouco antiga. A Business Week falou isso lá em abril. Enquanto isso, não há dados oficiais que comprovem uma queda de usuários. Mas quando há uma exceção em rede ela sempre é destacada.
Fico com um post bem interessante que vi no Gawker. A jornalista do NYT que “começa a matar o Facebook” é a mesma que, meses atrás, falava que a rede era a galinha de ovos de ouro da web.
Foto: Noll e New York Times.
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