Minhas impressões no III Seminário Tendências Conectadas nas Mídias Sociais da Cásper

Casper

De excelente qualidade os três grupos de discussões apresentados no último sábado, na Faculdade Cásper Líbero, durante a terceira edição do Seminário “Tendências Conectadas nas Mídias Sociais“. Organizado por Walter Lima e Tiago Dória, o evento seguiu bem a linha apresentada nos anos anteriores.

Eu e o Cauã estivemos por lá e ficamos com a sensação de que a Tecnologia é signo implícito do Jornalismo. Uma frase do Marcelo Soares, um dos explanadores do encontro, sintetiza muito bem isso.

Dados e mapas sozinhos não são mesmo jornalismo. A diferença é o tratamento que damos a eles.

Isso se tornar-se-á cada vez mais comum: o ato de pensar em uma produção jornalística, atributo que o El Pais e New York Times já têm há algum tempo.

Por sinal, ambos meios digitais foram os mais citados durante as três apresentações, que envolviam desde cases de assuntos sazonais, como a eleição de Barack Obama, muito bem explicado por Fabi Zanni, até o uso de novas plataformas e o destaque ao hiperlocalismo para contextualizar um fato.

Fico com esta última característica bem ressaltada no último debate, envolvendo Pedro Valente, jornalista e desenvolvedor do Yahoo, e Marcelo Soares, colunista de políticas do Notícias MTV. Ambos falaram sobre a presença do data mining e a flexibilidade e o uso de APIs na produção de informação.

Não trata-se de um conceito novo, mas algo que começa a circular com “maior frequência” entre grandes meios do exterior. É uma espécie de fase Beta com estruturas paulatinas consolidadas.

EveryBlock

É o exemplo do EveryBlock, um site hiperlocal de notícias que comentei lá no meio do ano passado aqui no blog. Na época, ressaltava o uso ao Chicago Tribune, publicação tradicional nos Estados Unidos. Há menos de um mês, o agregador foi adquirido pela MSNBC, um dos sites informativos de maior audiência por lá.

Outro caso muito interessante que foi debatido é o mapa geotaggaeado produzido pelo New York Times a respeito do número de homicídios em sua cidade-sede e que fiz uma breve análise por aqui.

O New York City Homicides Map é mais uma narrativa sem as “características” jornalísticas bem definidas, porém mastigadas em cada conceito visual e informacional. O projeto mostra registros de homícidios desde 2003 e recorre a dados oficiais do departamento da polícia da cidade.

Trata-se de um mix de apuração e informações governamentais, bem ao estilo Obameter, do PolitiFact, uma das iniciativas que têm boas condições de dar certo aqui no Brasil no ano que vem.

No mais, deixo um texto para leitura e reflexão. O próprio Marcelo Soares nos mostrou que o “New Journalism” de Wolfe e Galese é passado. Isso, agora, é o futuro.

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Foto adaptada do Dória.

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  • http://twitter.com Bruno

    Muito bom mesmo, Rafael.
    Acompanhei pela internet e não tive problemas.
    Parabéns aos organizadores

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Bruno,
    O streaming foi um dos pontos mais elogiáveis durante a apresentação. Nós que estávamos lá acompanhando com uma certa repercussão via Twitter não ouvíamos reclamações de lentidão ou mesmo quebra de serviço.

    Foi muito bem organizado mesmo.

    Abraço!

  • http://twitter.com/r_abraham Rafael

    Eu gostaria muito é de saber se há material gravado que será disponibilizado.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Rafael,

    Vou perguntar aos organizadores e dou um retorno aqui mesmo.

    AbraçO!

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Rafael
    Conversei com um dos organizadores e há uma previsão de colocar o evento no ar mesmo, mas sem data disponível.

    Abraço