Na onda de uma apresentação de novas tecnologias com fins centralizadores, a Google apresentou nesta terça-feira um de seus produtos ligados a sites noticiosos. Google Fast Flip é mais um agregador de informação com um caráter visual superior ao Google News, e com um princípio de tornar-se uma banca de jornal virtual. Mas para editores. #
Trata-se da criação do primeiro projeto após uma série de discussões envolvendo meios digitais e a empresa. Muitos dos sites de informação reclamaram que o Google bebe nas fontes de veículos, roubando certo tráfego na web. Desta vez, o serviço exibe telas que reproduzem as telas originais de revistas e jornais online, permitindo ao internauta mapear e filtrar o que é mais interessante em apenas uma página. #
Google Fast Flip tem tudo pra ser o novo Google News, apesar da própria empresa não falar a respeito disso. Desta vez, só apresenta conteúdos informacionais a partir de contratos com publicações. Casos norte-americanos já fazem parte do leque de visualizações, como US weekly, TechCrunch, The New York Times e Washington Post. #
O que me chamou atenção no projeto é o mecanismo de busca flexível que reconhece as editorias que você mais lê. A partir de suas leituras e cliques realizados, o serviço refina e gera uma espécia de gatekeeper automático de informação. No mais, considero o serviço uma vitrine eficiente aos editores de sites informacionais, que devem ficar de olho na concorrência. #
Pelo que vi circulando, a intenção do Fast Flip, a priori, é estendê-lo aos impressos europeus. Sobre lucros, a Google já garantiu que vai dividir a receita gerada a partir dele. É a boa e velha política da boa vizinhança pra manter uma relação menos tensa com publicações, já que as reclamações sobre o uso “inadequado” da informação aquecem o mercado. Em uma leitura no NiemanLab, isso fica evidente. #
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