out 30 2009

Minhas impressões sobre o novo Orkut

Tag: culturaweb,google,redesocialRafael Sbarai @

orkut-principal

Participei nesta quinta-feira do lançamento do que se considera como novo Orkut, na sede da Google, em São Paulo. Sem tanto alarde da empresa e com um pensamento mais global e menos glocal, fica evidente o caráter de  mudanças de um dos maiores nichos sociais do país para envolver, aos poucos, a economia da informação para que a rede se mantenha viva.

Comecei a testá-lo com mais calma na noite de ontem.A Google disponibilizou alguns convites para blogueiros e heavy-users do Orkut. Sobre convites, ainda não há uma distribuição oficial. Segue a mensagem da Google:

A migração para a nova versão será realizada por meio de convites e não terá impacto na experiência dos usuários e nem nos dados de seus perfis. A expectativa é que, até o final do primeiro semestre de 2010, todos os internautas já acessem o novo Orkut.

Mas vamos lá. A nova interface permite uma grande customização visual de cores e estrutura, mas o princípio de visualização de amigos, comunidades e seu próprio perfil permanecem intactos. Soma-se na página principal um número maior de atualizações de amigos e uma ferramenta semântica de sugestão de novos adeptos a sua rede.

Este último princípio, por sua vez, tem um jeito Facebook, com a possibilidade de remover as sugestões que o próprio Orkut oferece a partir de algoritmos. Mas percebe-se que tal funcionalidade quer ter relevância a partir da posição na qual é destacada: centro da página. Além disso, há um campo novo de busca externa via Google.

Há maior personalização e flexibilidade em um único espaço virtual, o que mostra a importância que a rede dá para não produzir muitos cliques e facilitar uma navegação intuitiva. É possível a partir da página inicial de seu perfil, por exemplo, visualizar todos amigos e comunidades.

Pra mim, a galinha dos ovos de ouro da rede social da Google é mesmo o compartilhamento e visualização de fotos: simples, prático e extremamente rápido. Agora, há a possibilidade de agregar e distribuir imagens em um álbum em poucos segundos e de uma única vez, personalizando por pessoa o que pode ou não ser visto.

orkut-compartilhamento-foto

Detalhe: fotos são uma das mais populares funcionalidades do Orkut para 67% dos usuários, segundo dados da pesquisa NetPop Research. A intenção aqui é explícita: unir a superexposição que o jovem valoriza, facilitando os mecanismos para tal prática.

No mais, levanto apenas dois pontos negativos. As comunidades perderam relevância e permaneceram com a mesma interface e estrutura. Outra: ainda não consigo ter o sentimento de ‘social utility’ ao Orkut. A rede social mais popular do país, que vem perdendo usuários como mostram estudos, tem um grande nicho de prestação de serviço colaborativo que nunca foi valorizado. As próprias comunidades fazem parte deste escopo.

‘Social Utility’ é um dos princípios que Mark Zuckerberg quer ao Facebook. Ele disse isso durante sua visita ao Brasil em um encontro com blogueiros, quando perguntei se ele considerada o Facebook uma ‘social network’  (rede social). Ele bateu na mesma moeda. Não quer este rótulo. O nicho social é de caráter de prestação de serviço. Transcende o que se considera site de relacionamento, característica que ainda vejo no Orkut.

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out 28 2009

Quer ganhar um convite para a edição 2009 do Intercon?

Tag: concurso,culturawebRafael Sbarai @

intercon-2009

Com um certo atraso, mas com merecido destaque, estou sorteando um convite para o Intercon 2009, que acontece no próximo dia 07, sábado, no hotel Renaissance, em São Paulo. Para concorrer, deixe sua mensagem na aba de comentários. O resultado será feito a partir do Random.org e anunciado na tarde de sexta-feira.

A edição 2009 do Intercon será maior, com três ambientes temáticos de conteúdo, em seis áreas distribuídas: Empreendedorismo Digital, ERA Digital, Mídia Digital e Negócios, Mobilidade, Criação e Tecnologia e Desenvolvimento e Tecnologia.

Ainda há inscrições para quem quiser participar. O valor é de 260 reais até o dia de 02 de novembro. Depois desta data, muda para 320 reais.

Atualizado: Agradeço a todos que participaram e já anunciei o sorteado via @rafaelsbarai. Segundo o random.org, foi o número 6 – Carlos Eduardo Jorge. Obrigado!


out 28 2009

O Big Picture verde-amarelo do Estadão

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

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Interessante a nova seção de imagens do Estadão, centralizada em um blog – Olhar sobre o Mundo – que estreou na semana passada em seu site noticioso. O formato, semelhante ao Big Picture do Boston.com, vai aos moldes da supervalorização imagética que cerceia paulatinamente publicações online.

Vi comentários no Twitter, porém poucas análises e reflexões a respeito do novo produto em blogs. Trata-se de algo “pioneiro” no país e próximo ao que iG apresenta com o bom Fotoshow, valorizando a grande capacidade de distribuir fotos de grande qualidade e em alta resolução em poucos segundos.

Pela equipe que conheço do Estadão e a gerência de Pedro Dória neste mix de conteúdo e aparatos tecnológicos, vejo com bons olhos o futuro da publicação na web, que valoriza infografias e narrativas jornalísticas e não tem a premissa de ser um noticiário preocupado em hardnews. Antes de tudo, valorizam o conteúdo. Não à toa, é o impresso que foi ao online mais parecido com o New York Times, publicação que elogio bastante no blog.

Olhar sobre o Mundo também caiu em características do Lens, também do NYT, que centraliza em um único ambiente – no caso, um blog – registros históricos do jornalão, mesclados aos trabalhos pessoais dos fotógrafos, além da divulgação de imagens que não foram aproveitadas nas edições.

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out 27 2009

A nova roupa da CNN e o princípio de uma coluna central

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

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cnn-news

Não tive tempo para analisar em detalhes a nova página da CNN, que surpreendeu a todos ao estrear no último sábado. Já havia comentado sobre o lançamento de uma nova interface do site no último dia 22, no Twitter, com uma pré-visualização das estruturas e de como o layout havia sofrido alterações “drásticas”.

Nesta terça-feira, fiquei com a sensação que este projeto pode promover um novo modelo de desenho de interfaces de sites noticiosos, com uma desvalorização cada vez mais intensa da parte superior à esquerda da página, lugar-comum de seções flash de quase todos os portais brasileiros.

Lá nos Estados Unidos, já existem exemplos. É o caso da nova página da Salon Media Group, uma revista online da Califórnia, e da popular MSNBC. Porém, mais uma vez, o NYT saiu na frente neste quesito.

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out 25 2009

Minhas impressões sobre o Nokia Camp 2009

Tag: #camp,culturaweb,mobilidadeRafael Sbarai @

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Quem me conhece ou acompanha o blog há algum tempo percebe que dificilmente falo aqui sobre um gadget, aparato tecnológico – seja celular ou computador – com um critério mais específico ou um tom de review crítico. Não tenho essa arte. Minha intenção sempre foi retirar destes suportes mecanismos para promover ou tentar entender o modo de comportamento do ser humano, que se modela a partir do desenvolvimento vertiginoso da tecnologia.

E foi com essa premissa que participei da segunda edição do Nokia Camp, realizado neste sábado, em São Paulo. O evento, que contou com  apresentações das 10h às 18h no Espaço Wynn, na Berrini, reuniu formadores de opinião, blogueiros, jornalistas e muitos entusiastas por gadgets. Na parte da manhã, houve uma desconferência com um público restrito de pessoas, sendo que às 14h o evento foi aberto para jornalistas e afins.

A maioria dos blogs presentes, provavelmente, vai enaltecer sobre o N900, aparelho que foi apresentado Pekka Somerto, vice-presidente global de Marketing digital da empresa. No meu caso, propago as conversas que tive com Somerto e Edmar Bulla, gerente de Marketing Digital da Nokia no Brasil.

Sempre questionei – de forma veemente – o número de aquisições “sociais” que a Nokia proporcionou nos últimos meses. Em setembro, por exemplo, foi a vez da Dopplr, rede social voltada a viajantes. Desde 2006, a empresa finlandesa busca comprar plataformas de nicho para fortalecer sua estratégia de convergência do móvel com o que é social. Praticamente um Murdoch dos celulares.

E foi neste tom meu primeiro bate-papo com Somerto, VP global da marca. O finlandês, com uma frase de efeito, me rebateu rapidamente: bateu na tecla de ubiquidade, princípio que a Nokia já tenta introduzir ao mercado e, pelo jeito, está à frente de todos os seus concorrentes.

A Nokia busca permitir que as pessoas sejam o que são em qualquer lugar e da forma que buscam ser.

A ubiquidade, porém, necessita de flexibildade, dois dos princípios que mais valorizo ao Facebook, por exemplo. E no quesito elástico, sinceramente acredito que a Nokia esteja devendo, mesmo que tenha um cárater interessante de social localtion e não de social networking. Com a palavra, Edmar Bulla.

A Nokia desenvolve produções de interesses pessoais. A partir de uma estratégia OVI (centralizada), vamos buscar sim situações de social location. Este é o norte da empresa.

No N97, aparelho carro-chefe da marca até o momento, você acaba sendo um refém de aplicativos pré-instalados, por exemplo. A Nokia, ao invés de pensar de forma distribuída, prefere a centralização e define o que é pertinente ou não ao usuário.

Todo e qualquer aplicativo desenvolvido por terceiros passa por um processo de homologação da Nokia. A empresa que define a pertinência do serviço e não o usuário. A decisão, infelizmente, vem de cima pra baixo. Mesmo assim, possuem no Brasil um evento com mais cara de Hack Day. Chama-se Concurso Nacional de Desenvolvimento de aplicativos para aparelhos Nokia.

Sobre a aquisição de diversas redes sociais específicas de nicho, Bulla explicou que todas essas plataformas já estão em uso no exterior, mas no Brasil nenhum dos produtos ainda está em funcionamento.

Outra grande supresa pessoal ao mexer no N97 foi a visualização de widgets da AP e Bloomberg, duas das empresas jornalísticas mais sisudas no momento. Há alguns meses, ambas produziram cartilhas totalitárias de restrições às redes sociais por seus jornalistas. Ou seja, começam a andar na contramão.

No mais, foi bom reencontrar pessoas que respeito bastante, como Wagner Fontoura, Rafa Rigues, Henrique Martin e Pedro Burgos. O Henrique, por sinal, até me ensinou o conceito de mídia anti-social. De quebra, lembrei que ele começa a viver o Culto da velocidade, tema do livro de Carl Honoré que foi lançado há pouco tempo.

Caso queira acompanhar mais sobre o evento, busque a hashtag #nokicamp09.

Foto: Meu celular (1ª) e Silvio Tanaka (2ª e 3ª).

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out 23 2009

Enquanto a turma do Bolinha está no Hotmail, as Luluzinhas só pensam no Gmail

Tag: culturaweb,curiosidade,pesquisaRafael Sbarai @

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Interessante conhecer o processo de evolução e o uso de uma das ferramentas que nunca saem da moda na web, o e-mail. Um estudo divulgado pela empresa Rapleaf, especializada em mídia social, mostrou dados demográficos dos usuários de mensagens eletrônicas em idade, sexo e qual suporte utilizam.

O que me chamou mais atenção no estudo – que mapeou 120 mil e-mails – é saber que os homens são maioria no Hotmail (57% contra 43%), um dos serviços mais reacionários do segmento, enquanto as mulheres “dominam” o Gmail (53% contra 47%).

A diferença em percentual – mesmo que pequena – pode até ser reflexo do sistema de organização de cada sexo no cotidiano. O sistema de mensagens da Google é mais organizado, intuitivo e repleto de funcionalidades, enquanto o Hotmail possui características conservadoras, tem um caráter mais desorganizado e é simples e prático, apesar da sua lentidão ao encaminhar um e-mail.

Trata-se de um movimento offline como propulsor do online.

Outro detalhe pertinente é a presença maciça de pessoas com mais de 46 anos conectadas a AOL, serviço extinto no Brasil (com funções todas delegadas ao portal Terra), mas que no exterior continua com uma boa presença. Relaciono o alarde da empresa na primeira bolha da web, no início do século XXI, aos usuários em destaque que, na época, passaram dos 30 e eram grande parte da parcela dos conectados à rede.

No gancho do tema a respeito de mensagens eletrônicas, vale a pena dar uma lida no post do @andersoncosta a respeito do uso maciço do e-mail na campanha de Barack Obama, durante o Seminário Efeito Obama, realizado semana passada, em São Paulo.

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out 22 2009

Minha presença no Nokia Camp 2009

Tag: #camp,culturaweb,curiosidade,mobilidadeRafael Sbarai @

No próximo sábado, a partir das 10 horas, no Espaço Wynn, em São Paulo, acontece a segunda edição do Nokia Camp, evento que reunirá formadores de opinião, blogueiros, jornalistas, e moderadores de comunidades de fóruns da Nokia de todo o Brasil.

A idéia, pelo que foi descrito no e-mail recebido ontem, tem os mesmos moldes de uma desconferência: centralizar em um único ambiente físico pessoas para promover discussões e troca de experiências durante um dia. Infelizmente, o evento não é aberto ao público.

Não estive presente na primeira edição deste formato #camp, mas estou interessado em saber a movimentação da própria Nokia com a aquisição de redes sociais de nicho. Dentre todas as marcas de aparelhos de celular, por enquanto, é a única que aposta nesta convergência.

Segundo a organização, os principais acontecimentos serão transmitidos via streaming a partir do site oficial do Nokia Camp. No Twitter, é só acompanhar a partir da hashtag #nokiacamp09.

Foto: Kmmaran.


out 21 2009

A Economia da Informação no Twitter e no Facebook

Tag: facebook,pesquisa,redesocial,twitterRafael Sbarai @

twitter-facebook-pesquisa

Interessante conhecer perfis – sob formas de estatísticas – das duas principais plataformas sociais do momento. Segundo pesquisa da empresa de publicidade online Chitika, lê-se mais notícias no Twitter do que no Facebook. Uma espécie de reflexo da Economia da Informação propagada em números.

Enquanto 28% dos entrevistados absorve notícias na rede de mensagens de até 140 caracteres, apenas 18% busca informação no FB, rede social mais popular do mundo.

Os resultados podem até não ter nenhum caráter de novidade, mas desenha aos perfis informacionais como você deve manter uma estratégia para distribuir conteúdos em rede. Traduzir e transportar notícias automatizadas por um robô do Twitter para o Facebook, às vezes, soa como princípio de obrigação de estar em um ambiente popular social online. E dificilmente dá certo.

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out 20 2009

Quando um agregador informacional supera um jornalão tradicional

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

huffpost

Considerada a atual “galinha dos ovos de ouro” da mídia norte-americana, o The Huffington Post mostra que organizar a informação com um cunho de centralização em um único ambiente, investindo pesado em jornalismo investigativo, dá certo.  Criado há apenas quatro anos, o portal deu um importante passo nesta terça-feira.

Segundo dados divulgados pelo Nielsen Online, o HuffPost ultrapassou em setembro o tradicional Washington Post em visitantes únicos, alcançando 9,4 milhões no mês passado, contra 9,2 mi do WP – publicação que cai anualmente de audiência na web. No último ano, a audiência de um dos maiores jornais dos Estados Unidos decresceu 30%.

HuffPost é um dos projetos mais bacanas criados nos últimos anos. Fundado por Arianna Huffington e Kenneth Lerer em 2005, o agregador informacional com um mix de opinião relevante sempre foi sinônimo de boas indicações de referências de conteúdo.

Há alguns meses, o ambiente virtual teve a idéia de tornar-se um “canal social de informação” ao lançar o “Social News“, funcionalidade que permite a criação de uma página personalizada de notícias, a partir de seu perfil existente no Facebook, rede social de maior popularidade no mundo. É a velha idéia do fim do poder de uma página principal e a valorização da hiperdistribuição de conteúdo em redes.

Engraçado que o destaque a queda mensal que acontece no Washington Post acontece dias após o anúncio de uma lista para controlar o uso de ferramentas sociais participativas por seus jornalistas: aos poucos, o WP torna-se mais centralizador e menos distribuído.

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http://en-us.nielsen.com/tab/product_families/nielsen_netratings

out 19 2009

O auto-interesse de uma emissora de rádio em redes sociais

Tag: midia,redesocialRafael Sbarai @

npr

A rádio pública norte-americana NPR é mais uma empresa jornalística a produzir uma espécie de cartilha de uso de redes sociais a seus jornalistas. Há alguns dias, a emissora destacou em seu blog – com uma certa flexibilidade – a decisão de elaborar um guia “aberto” de comportamento de seus funcionários em plataformas populares, como Facebook e Twitter.

NPR junta-se a Washington Post, ESPN, Bloomberg e AP, no exterior, e Globo e Folha de São Paulo, no Brasil, no quesito de publicações que produzem manuais às redes sociais.

Sem características rigorosas semelhantes a do jornal Washington Post, mas com um critério e princípios de conselhos, NPR deixa explícito sua intenção de ter jornalistas distribuídos em rede, mas zelando pela isenção e imparcialidade durante a participação em ambientes virtuais sociais.

As plataformas digitais tornaram-se uma nova forma de obter-se uma conexão com seus ouvintes. Vamos manter esta postura, mas sem causar danos a credibilidade a NPR.

Logo, antes de ser pessoa comum inserida a uma plataforma social, o jornalista da prestigiosa rádio pública dos Estados Unidos é um funcionário que usa e produz práticas em redes sociais para usar seu ouvinte: aproximação com um asterisco de auto-interesse de Adam Smith.

A explicação pela criação do guia é até engraçada: NPR cita e ressalta a questão envolvendo a diferença entre “vida pública e vida privada”, já que em ambientes virtuais como o Twitter, a informação circula-se rapidamente, exemplificando na Teoria do Ripple Effect, quando uma pedra é jogada na água e produz uma onda por tal movimento.

Questões religiosas e políticas, maiores preocupações de publicações, não podem ser propagadas em redes. Logo, uma pessoa que acompanha um jornalista por suas produções profissionais  tem a intenção em acompanhar as leituras, os gostos, anseios, críticas do jornalista nas redes sociais.

Ela só é ouvinte da NPR quando acessar o site ou mesmo sintonizar a emissora em rádio. Simplesmente uma mão única que não gera distribuição de informação e dá um caráter mais centralizado e totalitário. Ao invés de ganhar novos adeptos e possiveis fiéis ouvintes, você padroniza quem o ouve.

Características que estão descartadas no perfil de William Bonner, por exemplo. É difícil medir se o índice de audiência do Jornal Nacional cresceu com a aparição do jornalista no Twitter, mas percebe-se que ele se descobriu na ferramenta: consegue atrair quem o não conhecia simplesmente por dividir sua tarefa ou pedir sugestões aos seus mais de 100 mil seguidores: princípio de humanização bem-feito que produz um grande retorno e provoca uma conversa em duas mãos.


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