Intensa e interessante a discussão em publicações do exterior que começa envolver o Spotify, serviço de músicas que cada vez mais tem um caráter de biblioteca musical. Segundo executivos da indústria fonográfica do Reino Unido, o serviço estará morto dentro de um ano. #
Tudo começou com uma frase de impacto do sueco Daniel Ek, fundador do Spotify. No último dia 08, Ek concedeu uma entrevista ao Times Online garantindo que o produto pode “salvar a indústria da música” com uma alternativa oficial e legítima à pirataria. #
Em poucas horas, a própria publicação britânica agregou em uma única nota as opiniões de carros-chefe da indústria fonográfica do país elogiando a premissa do Spotify como novo modelo de negócio musical, porém com um prazo de data de validade. #
O grande ruído encontrado pelos executivos é o alto custo da startup sueca em manter parcerias com empresas para a disponibilização de músicas. Segundo estudo divulgado pelo Guardian, Spotify gasta 649 mil euros por mês para manter a questão lícita das canções, o que facilmente poderia ocasionar um problema financeiro a longo prazo. Segundo os profissionais da música, Spotify perderá seu caráter rentável em pouco tempo. #
Seus argumentos baseiam-se no fim da procura por uma demanda considerada nova. Semelhante ao caso Twitter que, pela primeira vez, não teve um crescimento de adeptos nos Estados Unidos nos últimos meses. Chega um momento da estabilidade do produto. #
Precipitados ou não, os executivos pensam, com razão, a longo prazo. O Spotify se reinventa a cada mês e não à toa é um dos serviços que mais elogio no blog. Nas últimas semanas, por exemplo, a empresa revelou uma de suas maiores novidades nos últimos meses: a possibilidade de acessá-lo sem estar conectado à internet. #
Soma-se a isso a facilidade de navegação, o seu catálogo rico, “exclusivo”, e a intenção de distribuí-lo em plataformas móveis mostram como uma startup sabe andar em uma mesma direção sem tropeçar em buracos. Só que, aos poucos, do ponto de vista financeiro, toda essa movimentação ainda pode provocar prejuízos. #
Spotify já sabe disso e seus novos acordos mostram o quanto buscam receitas alternativas. Só não sabia que o feitiço iria virar contra o feiticeiro tão rapidamente. #
Foto: Anders Forsberg. #
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