Intenso, reflexivo, mas com alguns discursos “mais do mesmo” no 1º dia do Efeito Obama, Seminário de Estratégia da Comunicação e Marketing da The George Washington University que fui convidado, realizado no hotel Renaissance, em São Paulo. #
O evento contou com dois bons perfis no Twitter (@valordasideias e @efeito_obama) e postagens centralizadas em um Ning e blog oficial do evento. Nesta sexta, acontece a segunda e última parte do seminário. Caso queira acompanhar a repercussão do encontro, é só conferir a hashtag #efeitoobama no Twitter. #
1º painel | Ben Self e sua estratégia durante a campanha de Obama
Ben Self foi o principal personagem e pessoa mais requisitada durante mais de oito horas de discussões envolvendo informação, práticas sociais e relacionamento com o cidadão. Conhecido como o grande estrategista da campanha de Obama durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Self me surpreendeu em um único aspecto. #
Durante sua explanação de mais de uma hora de duração, falou apenas duas vezes em plataformas sociais de grande participação, no caso, Twitter e Facebook. Self ficou mais preocupado em mostrar como uma campanha de grande qualidade reúne aspectos online e offline. #
Não citou de número de seguidores, muito menos de popularização de Obama em redes de nicho. Destacou o caráter que tanto enfatizo aqui no blog – o de pertencimento, humanização – mas ressaltou um uso frequente de uma ferramenta tão popular e que não sai do desuso: o e-mail. #
Durante o único momento em que falou sobre plataformas na web, destacou o uso de apps do Google Maps para promover uma conversa entre eleitor e candidato, com o lema: “fale com 5 pessoas nesta área sobre o candidato que você apoia.” #
Outro argumento importante e que muita gente deverá – infelizmente – copiar o modelo é o fenômeno de crowdfunding. Self explicou que a doação começou com um valor simbólico de cinco dólares, quantia que aumentou de forma vertiginosa em tão pouco tempo: simples caráter cultural local de participação. #
2º painel | A internet como ferramenta de gestão pública
Com um discurso “mais do mesmo”, o 2º painel expôs estatísticas e resultados quantitativos em redes sociais que impressionam quem não está contextualizado com o ambiente virtual, como casos colaborativos da Fiat e cases batidos do Starbucks. #
Sobre a questão envolvendo o governo brasileiro e o uso da web, destaque para a discussão do atual patamar pífio político em ambientes virtuais. Uma situação bem 2001 mesmo: sem criatividade, sem interação e um único fluxo de conteúdo. Sinônimo de Blog do Planalto. #
3º painel | A comunicação e a eleição de 2010 no Brasil
Com a presença ilustre de Ricardo Kotscho, um dos jornalistas que mais respeito no país, a discussão envolvendo a futurologia entre as eleições presidenciáveis e locais foi a mais descontraída, sem cases e promessas. Novamente voltou-se a discussão envolvendo doação, enaltecendo a liberação de crowdfunding pela rede, situação até então inédita no país. #
4º painel | A construção da mensagem: o case Barack Obama
Fora do meu escopo profissional, a explanação proferida por Jason Ralston, sócio da Ralston Lopp Media, foi voltada aos quatro pilares defendidos por ele durante a campanha presidencial de Obama: unidade, reforma, honestidade e esperança. #
O estrategista norte-americano ressaltou também a adaptação da campanha do atual presidente norte-americano. A mensagem da campanha de Obama foi baseada em uma extensa pesquisa sobre sua vida e, aos poucos, moldada e difundida aos eleitores. #
Foto: crédito ao Fugita, único registro no Flickr =). #
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