out 17
Um balanço do Seminário Efeito Obama

Ao invés de propagar aqui características e destaques do segundo e último dia do Efeito Obama, Seminário de Estratégia da Comunicação e Marketing da The George Washington University que fui convidado, realizado no hotel Renaissance, decidi produzir um novo post com um balanço geral do evento, até porque o segundo dia de discussões esteve próximo de um cunho publicitário, fora do meu escopo profissional.
Como disse no post #efeitoobama day, o encontro contou com dois perfis no Twitter muito bem alimentados diariamente (@valordasideias e @efeito_obama) e postagens centralizadas em um Ning e blog oficial do evento. Só faltou mesmo um perfil no Flickr para distribuição de fotos.
No mais, fica meu agradecimento e lembrança de meu nome a Alexandre Inagaki.
Mídia social em seu devido lugar: sem muito oba-oba
Ficou evidente, por exemplo, que a força “vendida” no Brasil das plataformas sociais como Twitter e Facebook foi mais intensa que a campanha apresentada. Nesta sexta, o primeiro painel com Scott Goodstein, sócio-fundador da Catalyst Campaigns e Revolution Messaging, mostrou isso.
Sua apresentação foi a única focada em midia social durante as nove palestras apresentadas no evento. E percebe-se que seu foco transcende dois dos ambientes mais populares hoje da web, desde apps no Google Maps para confirmar a tendência hiperlocal que o contexto norte-americano produz a um aplicativo novo, na época, em iPhone.
Goodstein lembrou que toda essa movimentação foi produzida durante a deterioração da imprensa dos Estados Unidos e a vontade em produzir algo novo e próximo do contexto de Barack Obama, um indivíduo que admira e usa a tecnologia para produzir informação governamental.
Segundo o estrategista do até então candidato à presidência, eles foram ridicularizados por iniciar uma campanha humanitária no Twitter, por exemplo. Mas não pararam por aí.

Destaco a bela e pertinente intenção em distribuir informação e dar atenção às plataformas sociais de nicho, como o Linkedin, por exemplo. Outro grande caso foi a inclusão de Obama ao Disaboom, rede social desconhecida por aqui que possui um caráter de agregar e promover compartilhamento de pessoas que possuem limitações para se locomover.
O resultado disso foi reflexo de pesquisas de intenção de voto. Pessoas com alguma deficiência física e que não tinham a intenção em votar durante as eleições presidenciáveis fizeram questão em ir às urnas e escolher Barack Obama, segundo pesquisa interna realizada no Disaboom: 57% escolheram Obama, 27%, McCain e 16% não apoiou ninguém.
Ao todo, são 54 milhões de norte-americanos com algum tipo de deficiência. Aí você sabe o motivo de ter conquistado públicos de diversos segmentos, pensamentos e situações.
Fix My Street e Million Trees
Dois projetos que me chamaram atenção durante a explanação de Ben Self novamente possuíam um caráter hiperlocal.

O primeiro foi destacado aqui no blog lá em 2007, há mais de dois anos, e ainda tem um princípio e caráter de novidade, já que no Brasil não houve nenhuma produção com esta característica. Fix My Street permite disponibilizar problemas, danos, casos que acontecem próximo a sua residência. Você tira uma foto, filma, faz o que quiser. Depois é a hora de reclamar.
Trata-se de uma ferramenta comunitária e de nicho, porém de grande amplitude e no âmbito de contexto político. Vide que, na época, encontrei esta dica em um post de aplicativos e serviços para “governos abertos”.
Já o Million Trees é uma promessa na cidade de Nova York de plantar um milhão de árvores – com a intensa ajuda da população local – até o ano de 2017. Até o momento, mais de 200 mil já foram plantadas.
A intensa participação do PT durante cobertura no Twitter
Uma coisa que me chamou atenção e até foi uma discussão entre eu, Cauã, MarkMark7 e Inagaki foi a onipresença de perfis (@PTnoTW, @Rede_PT_MS e @SP13_) do PT durante nossa cobertura via Twitter. A partir da hashtag #efeitoobama, percebe-se que vários dos perfis criados do Partido dos Trabalhadores repassavam nossas informações, aumentando ainda mais o boato que a legenda esteja fechado com parte da equipe de Ben Self.
Posts relacionados
Como foi o 1º dia do #efeitoobama
As 510 promessas de Barack Obama serão vigiadas pelo “Obameter”
A [interessante] equipe de tecnologia de Barack Obama
A excelente estratégia de Obama e seu discurso em persa aos iranianos
Lula quer ser Obama
O dia da “primeira entrevista” no Twitter e a fórmula da promoção de McCain
Barack Obama e sua “hemeroteca de capas” de jornais









outubro 18th, 2009 at
Parece que foi positivo o evento, principalmente pra tirar estes exemplos descritos aí.
Eles falaram sobre o EveryBlock?! É uma grande ferramenta hiperlocal também.
outubro 18th, 2009 at
Oi Rafael, tudo bom? Nao conseguimos nos apresentar durante a seminário.
Eu sou Larissa Squeff, estava sentada próxima aos tradutores no fundo do auditório, junto com outros dois rapazes: Alceu Castilho e Andre de Abreu, que participaram ativamente também da alimentaçao dos dois espaços citados e elogiados por vc (@efeito_obama e o blog http://www.efeitoobama.wordpress.com)
O seu blog é muiiito bom. parabéns mesmo
vamos manter contato. Vc fica em SP?
um forte abraço
Larissa
Larissa
outubro 19th, 2009 at
@Leandro Ferreira,
tudo bem!?
Obrigado.
Então. O EveryBlock foi dito durante o seminário da Cásper Líbero:
http://derepente.com.br/2009/09/14/minhas-impressoes-no-iii-seminario-tendencias-conectadas-nas-midias-sociais-da-casper/
É uma bela ferramenta.
Obrigado.
outubro 19th, 2009 at
@Larissa,
tudo bem!?
Estávamos próximos então. Era o “intruso” com um note perto do André e você. =).
Agradeço elogios.
E vamos manter contato, sim. Moro em São Paulo, sim.
Qualquer dúvida, meu e-mail está na Aba autores: http://derepente.com.br/about-2/
Obrigado,
Um bj