Enquanto a turma do Bolinha está no Hotmail, as Luluzinhas só pensam no Gmail

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Interessante conhecer o processo de evolução e o uso de uma das ferramentas que nunca saem da moda na web, o e-mail. Um estudo divulgado pela empresa Rapleaf, especializada em mídia social, mostrou dados demográficos dos usuários de mensagens eletrônicas em idade, sexo e qual suporte utilizam.

O que me chamou mais atenção no estudo – que mapeou 120 mil e-mails – é saber que os homens são maioria no Hotmail (57% contra 43%), um dos serviços mais reacionários do segmento, enquanto as mulheres “dominam” o Gmail (53% contra 47%).

A diferença em percentual – mesmo que pequena – pode até ser reflexo do sistema de organização de cada sexo no cotidiano. O sistema de mensagens da Google é mais organizado, intuitivo e repleto de funcionalidades, enquanto o Hotmail possui características conservadoras, tem um caráter mais desorganizado e é simples e prático, apesar da sua lentidão ao encaminhar um e-mail.

Trata-se de um movimento offline como propulsor do online.

Outro detalhe pertinente é a presença maciça de pessoas com mais de 46 anos conectadas a AOL, serviço extinto no Brasil (com funções todas delegadas ao portal Terra), mas que no exterior continua com uma boa presença. Relaciono o alarde da empresa na primeira bolha da web, no início do século XXI, aos usuários em destaque que, na época, passaram dos 30 e eram grande parte da parcela dos conectados à rede.

No gancho do tema a respeito de mensagens eletrônicas, vale a pena dar uma lida no post do @andersoncosta a respeito do uso maciço do e-mail na campanha de Barack Obama, durante o Seminário Efeito Obama, realizado semana passada, em São Paulo.

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