
Se pedissem minha opinião sobre as grandes discussões envolvendo a indústria do jornalismo em 2009, falaria sobre a Google. Principal símbolo de buscas da web, a marca foi uma das mais atacadas por publicações durante o ano simplesmente por “apropiar-se do conteúdo alheio de forma inapropriada, utilizando trechos sem uma autorização prévia”.
Em menor escala, vem os agregadores de notícias e outros sistemas de busca. Claro, com destaque ao The Huffington Post, que há poucos dias superou o Washington Post em visitantes únicos. Por sinal, também é um dos grandes alvos desta ação agressiva que envolve até agências de notícias tradicionais, como a AP.
Nesta semana, Rupert Murdoch mais uma vez apareceu para polemizar. Dono de 38 jornais, um dos homens mais poderosos de todo o mundo que impedir que os buscadores (com grande ênfase em Google) parem de indexar todo e qualquer conteúdo distribuído por uma de suas empresas.
Murdoch cita que este tipo de serviço não é leal. Portanto, não representa nada.
O magnata midiático tem uma estratégia simples e esclarecedora por trás deste seu argumento: quer restringir e centralizar para que parte de seus veículos online – que começarão a ser pago aos poucos – não sejam visíveis e obriguem aos usuários a cobrança de uma taxa para ter um conteúdo do que se considera exclusivo.
Ou seja. Murdoch e suas empresas de mídia querem ser mais centralizadores e menos distribuídos.
Só que a Google, por exemplo, já deu uma resposta bem direta a este tipo de alegação. Em julho deste ano, um dos blogs da empresa produziu um post com instruções para que o sistema de busca não indexe mais o seu conteúdo e nunca mais seja visível em uma página de busca.
Atualizado
A Google já deu uma resposta às polêmicas de Murdoch: “Faça o que quiser”.
Foto: Duncan Davidson.
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