
Conheci hoje o terceiro capítulo da novela envolvendo a ríspida discussão de apropriação de conteúdo jornalístico envolvendo Rupert Murdoch, o magnata das pubicações, e a Google. Nesta semana, o TechCrunch disponibilizou um gráfico de como seria o Wall Street Journal, carro-chefe impresso do australiano, sem a indexação de seus conteúdos ao principal símbolo de buscas da web.
A partir de dados estatísticos extraídos do HitWise, métrica não-oficial que tem uma “certa credibilidade”, WSJ perderia 27% de sua audiência mensal com a política de Luis XIV desenfreada por seu dono, Murdoch, ao proibir a visualização de conteúdos do jornalão em buscas do Google. O estudo baseou-se apenas nos Estados Unidos, principal nicho de tráfego da publicação.
O mais interessante é conhecer como há uma grande parcela de retorno de tráfego proveniente do Google News. Quase metade dos 27% provém do agregador de notícia que é alvo de ataques de diversas empresas de comunicação. Entre elas, a AP, uma das mais tradicionais agências de notícias do mundo.
Os números só refletem no pensamento do meu último post aqui no blog. Aos poucos, Wall Street Journal e os outros 37 jornais de Murdoch tornar-se-ão mais centralizadores e menos distribuídos.
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