A supervalorização do 'social location' e o oba-oba em torno do Foursquare

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Confesso que acompanhei como ‘espreitador’ o exagero midiático envolvendo o que se considera como ‘social location‘ e o uso cada vez mais intenso de plataformas móveis para promover interação entre pessoas. E, em tão pouco tempo, voltou-se a uma discussão que comecei no blog, em julho: o oba-oba em torno do Foursquare e a necessidade de encontrar, sob muitos esforços, um novo Twitter.

Tudo começou, mais uma vez, com o Mashable. No último dia 19, Pete Cashmore elegeu o Foursquare – interessante ferramenta hiperlocal de recomendações – como o mais grande produto inovador para 2010. E, novamente, houve a citação de que o serviço será o ‘novo Twitter’, o que foi motivo da criação do discurso de negociação com o Facebook.

Antes de mais nada, trata-se mesmo de um belo serviço, de nicho, geotaggeado e de grande utilidade a um público que já anda conectado às ruas. Assim como o Loopt. O próprio Vitor Lourenço, brasileiro que trabalha no Twitter, revelou ao blog a importância do Foursquare.

Só que nunca fui fã de uma necessidade desenfreada individual em reinventar e enterrar produtos. Na web, esse movimento só se torna cada vez mais rápido. A velha e boa frase “dê tempo ao tempo” já não vale mais. Foi extinta.

A própria evolução humana e o uso das ferramentas comprovam meu argumento. Em 1989, durante o massacre da Paz Celestial, o “Twitter da vez” era o aparelho de fax, usado por estudantes. Em 1995, “o Twitter das correspondências” era o e-mail. Anos depois, já tinha gente anunciando a morte de um e de outro.

Agora, com a possibilidade “menos Glocal e mais Global” do Foursquare, o prejudicado, até o momento, é o internauta brasileiro, que acaba ingressando a um serviço no qual não tem a menor ideia de usá-lo. Antes de aprender e usar, o mais importante é se garantir: sua presença simplesmente pelo seu círculo social é essencial.

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  • http://twitter.com Bruno Souza

    Muito legal, Rafael.
    O brasileiro tem uma síndrome de ser o primeiro em tudo.
    É a velha frase: “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”

    abs