Há quase um mês, havia comentado no blog qual seria a discussão que mais me chamou atenção em 2009. Hoje, quarto dia do último mês do ano, tenho certeza. A ríspida batalha entre agregadores informacionais e publicações tradicionais é o grande assunto, principalmente pelo alarde em torno de uma simples questão: Murdoch x Google. #
Ontem, saiu mais um capítulo do debate. Horas depois do anúncio de micropagamento no Google News. Eric Schmidt, carro-chefe da Google, produziu um artigo no próprio Wall Street Journal, de domínio de Murdoch, respondendo aos ataques desferidos sobre uma possível apropriação de conteúdo da principal marca de buscas da web. #
A tônica do seu argumento é válida. A Google não é culpada pela crise dos impressos e uma possível transição aos meios online. Schmidt usa o termo frustrado para descrever o executivo da indústria do papel e acredita que a mídia de papel busca de forma desesperada um culpado pelo momento. E encontraram uma das maiores referências na internet. #
A Arianna Huffington – que também já foi alvo do debate – entrou na discussão e possui um discurso extremamente pertinente. A indústria do jornal e seus próprios funcionários pararam no tempo. Não tem jeito. Qualquer site pode deixar de ser visível em qualquer mecanismo de busca. A própria Google ensinou a prática. #
Fica a lição que nem sempre é bom dizer adeus a Google. Agregar e distribuir é bem diferente de apropriar-se.
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