dez 29

Quando os ‘social games’ preocupam empresas

Tag: culturaweb,redesocialRafael Sbarai @

farmville

Uma pesquisa realizada pela Associated Chambers of Commerce and Industry of India divulgada nesta segunda-feira traduziu em números o mais novo efeito do entretenimento às redes sociais. Segundo o estudo, cerca de 12,5% da produtividade do setor empresarial é desviada a cada dia para atividades em plataformas participativas. O que mais preocupa o ambiente profissional, no momento, não é Orkut, Facebook ou Twitter. É o ‘novo vício’ integrado às redes: os social games.

Um dos temas que mais movimentaram a web, os social games ganham importância a partir de seu uso. O Farmville, jogo que permite a criação e administração de uma fazenda virtual, é o principal símbolo do crescimento vertiginoso do segmento. Até o momento, 73 milhões de pessoas em todo o mundo estão cadastradas no aplicativo. Aproximadamente 20% de toda a população inserida ao Facebook.

Logo, as visitas que já eram diárias às redes sociais intensificaram o acesso. De uso, o conceito tornou-se abuso, o que gerou queda de produtividade. Uma recente pesquisa do grupo Morse revelou a perda de 2,25 bilhões de dólares de empresas do mundo todo com a dispersão profissional e pessoal do internauta às redes sociais durante o trabalho.

Só que os social games só transcendem o espaço de atividades de um internauta em redes sociais. Antes, era possível apenas o compartilhamento de informação e troca de mensagens. Hoje, o genêro lúdico  permite que as pessoas joguem com os amigos sem que todos precisem estar online ao mesmo tempo. Pelo jeito, o império do lazer virou, agora, inimigo oficial das corporações.

10 Responses to “Quando os ‘social games’ preocupam empresas”

  1. alan david says:

    Se comunicar, ser social, ter um bom ambiente de trabalho, e porque não ter um entretenimento em horário de trabalho? Cabe a cada empresa encontrar a solução, sendo mais agressiva ou não. Não acho que é certo nem errado. A única coisa que considero errado é a pessoa ter jobs atrasados na pauta e ficar viajando, dai as formas são muitas, twitter, facebook, farmville, colheita feliz, cafezinho e etc..

  2. alan david says:

    rs, bom se meu chefe tem outra opinião.. dai é com ele..

  3. Rafael Sbarai says:

    @Alan David,

    Agora, a questão que deve ser discutida envolve a polêmica de banir ou não o Facebook nas empresas. Com bom senso, isso não é necessário. É dever do funcionário saber dosar e estabelecer métricas diárias para que flua o seu trabalho.

  4. helveciodias (Helvécio Dias ) says:

    Meu Google Reader – Quando os ’social games’ preocupam empresas http://tinyurl.com/ybua8vf

  5. Jufreak (Juliane Soczek) says:
  6. Cecília Pupo says:

    Esse comportamento mostra:
    - o quanto o trabalho nas empresas pode ser aborrecido;
    - o quanto o excessivo número de horas de trabalho subtrai das pessoas seu tempo de lazer e contato social;
    - o quanto as “baias”, em que são mantidas as pessoas nas empresas – verdadeiros “tapas” impedem o “burro” de ver o que se passa ao lado. Só pode olhar a tela à sua frente – e a exigência de concentração,silêncio,em tempo integral, comprometem o bem-estar,a sanidade emocional das pessoas;

    - o quanto a proibição de relacionamentos afetivos, amorosos, flertes, e o incentivo da competição afetam o relacionamento amistoso e tornam árido e estressante o ambiente empresarial.
    - o quanto os baixos salários,que não permitem viagens e acesso a chácaras, sítios, fazendas, casas de praia restringem o verdadeiro lazer dos funcionários;
    - O quanto acompra de TVs, computadores, carros, roupas, calçados etc não substituem a necessidade humana de afeto e contato com a natureza.

    E os altos executivos e empresários tb passam suas férias vendo TV e suportando a gritaria das crianças em apartamentos minúsculos?
    Enquanto estão nas empresas não namoram, não conversam, não acessam os social games?
    Bem, eles administram fazendas de verdade…
    Suas secretárias fazem reservas em resorts paradisíacos, seus filhos vão esquiar no Chile, na Suiça …
    O que falta é inserir a dimensão humana nas empresas…

  7. afn182 (Anderson Nascimento) says:
  8. Jonathan says:

    Medidas radicais são desnecessárias levando em conta que irá haver uma conscientização dos funcionários. O que definitivamente não pode acontecer, é o desempenho no trabalho ser prejudicado. Em resposta à Cecília Pupo, não se justifica as diferenças hierárquicas da empresa, assim como sociais, jogando “joguinhos online”. Não vejo como se tais se correlacionam.

  9. Rafael Sbarai says:

    @Cecília,

    em alguns pontos até concordo com você, mas não podemos obter a velha generalização e ir em frente a uma discussão segmentada.

    O estudo corrobora a importância de discutir o uso e abuso das redes sociais no local de trabalho. Até o momento, a única atitude sem o mínimo bom senso é a restrição aos sites.

  10. Rafael Sbarai says:

    @Jonathan,

    Exato. Ressaltou bem uma parte do que penso também =).

    abs

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