Paulatinamente, a comunicação e a iniciativa de adquirir conhecimento tornam-se, a cada dia, instrumento essencial na relação da sociedade e na construção da evolução do trabalho. O avanço da informatização e o crescimento vertiginoso do acesso à rede mundial de computadores – aliado às conexões sem fio – provocam rompimentos dos limites do tempo, do espaço e até produz novos valores culturais. #
O trabalho, agora, tem condições de ser remoto e a flexibilização gera o aparecimento de equipes descentralizadas e multidisciplinares, sem hierarquia definida. Nos Estados Unidos, por exemplo, segundo informações do escritório federal de estatística do país, entre 2000 e 2005 foram registradas mais de quatro milhões de empresas compostas por apenas uma pessoa . #
O coworking não é um termo presente na produção acadêmica. Apesar de sua aproximação da nomenclatura cowork (colega de trabalho, em inglês), sua definição foi produzida pelo engenheiro do Google, Bred Neuberg em 2005, e refere-se a um local físico alternativo e, com uma estrutura de escritório, permite a produção e realização de trabalho de pessoas autônomas com ou sem vínculos empregatícios. #
O conceito espalhou-se por 16 cidades de quatro continentes e hoje agrega cerca de três mil membros No Brasil, o modelo possui duas residências oficiais, ambas em São Paulo: o The Hub, localizando na região central da capital paulista e o Pto de Contato, no bairro de Pinheiros. Nos Estados Unidos, são 158 espaços distribuídos. #
Coworking é uma nova manifestação do trabalho e tem o princípio de acabar com o trabalho isolado independente em residências pessoais. A partir de planos diários ou tarifas mensais, o local torna-se um escritório coletivo aberto, em único espaço, com a possibilidade de compartilhamento de organização, idéias e, principalmente, conhecimento. São oferecidos e divididos serviços como conexão à internet, mesas, computadores, café e a possibilidade de agregar um espaço de trabalho com outros profissionais, sem a necessidade de desempenhar trabalhos semelhantes à mesma área. #
Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital. #
[Parte] da Bibliografia #
BERNERS-LEE, Tim. The World Wide Web: Past, Present and Future, 1996. Disponível em: <http://www.w3.org/People/Berners-Lee/1996/ppf.html>.
GORZ A . O Imaterial. Conhecimento, Valor e Capital São Paulo: Annablume Editora; 2005.
HOBSBAWN, Eric J. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.
JENCKS, Charles. Post Modernism: the new classicism in art and architecture. London, Academy, 1987.
MARX, Karl. O Capital – Capítulo VI, São Paulo, 1978, p. 78.
NEUBERG, Brad. Resume, 2009. Disponível em <http://codinginparadise.org/about/bio.html>. Acesso em 27 jun. 2009.
WAUTERS, Robin. The Death Of “Web 2.0”. TechCrunch, fev. 2009. Disponível em <http://www.techcrunch.com/2009/02/14/the-death-of-web-20/>. Acesso em 05 abr. 2009. #
Fotos: Mikamai e Liberatr.net.
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