Entrevista com Pablo Handl, empreendedor do The Hub

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Confesso que deixei de lado uma das seções que mais gostaria de destacar no blog: entrevistas. Com o vínculo a outros dois blogs (Vida em Rede e Blog da Copa de 2010) em VEJA, ficou mais difícil. No meio deste caminho, consegui coletar conversas que tive durante o percurso do meu mestrado. E, nele, encontrei Pablo Handl, carro-chefe do The Hub, um dos projetos mais interessantes de São Paulo.

O Hub-SP é um dos lugares com o conceito de trabalhar de forma colaborativa, compartilhando pensamentos, conteúdo e ferramentas. Localizado na região central de São Paulo, o espaço de coworking abriga startups e freelancers, com a possibilidade de resgatar o ar de “escritório” de grandes empresas. Segundo Pablo, para ingressar ao The Hub, é necessário uma única característica: empenho e desejo de colaborar com o próximo. A seguir, um bate-papo com o argentino de 32 anos.

Quem é Pablo Handl  e como começou a história de criar o The Hub?
Bom, antes de tudo, não sou brasileiro. Nasci na Argentina e cresci na Áustria, onde estudei Administração de Empresas, pedagogia teatral e mediação de conflitos. Estou no Brasil há  quatro anos. A idéia do Hub surgiu mesmo em 2007, mas foi aplicada em agosto de 2008, mês e ano de fundação do The Hub.

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O que é o The Hub?
O The Hub é uma rede de espaços, uma franquia social. O primeiro foi criado em Londres, na Inglaterra. Trata-se de um local para expressar uma nova forma de trabalho. O Hubworld é a organização que centraliza toda a situação destes doze pontos que teremos até o final do ano.

Vamos falar então sobre coworking. A expressão, criada em 2005 por um engenheiro do Google, foi definida, mas pouco abordada. O The Hub é um espaço de coworking?

Coworking é o The Hub e vice-versa. Iria além. The Hub é uma incubadora de idéias. O Coworking já foi empregado até como um espaço dos cybercafés. Uma coisa é totalmente diferente da outra.

Qual é o objetivo do The Hub?
Simplesmente promover encontros improváveis. Algo que você nunca iria esperar. Temos que mudar a opinião de parte da sociedade. As idéias não surgem apenas com amigos próximos. As melhores coisas surgem com pessoas diferentes, que englobam temas distintos. O The Hub não é um fim; é um meio. As idéias acontecem para um Brasil melhor.

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Você considera o Coworking um espaço físico?
Não. Trata-se de uma nova cultura.

Quais são os recursos para garantir a infra-estrutura do espaço?
Não existem patrocinadores no local. Você pode olhar agora, por exemplo. Não há um exemplo de patrocínio aqui. O único parceiro é a Artmicia, uma organização que apóia modelos de negócios sociais. Aqui, nós damos toda a estrutura: mesas, cadeiras, impressoras e uma boa conexão à internet. Há um espaço para fazer refeições rápidas. Enfim, é um grande local para produzir coisas boas.

Existem critérios para uma pessoa ser membro do The Hub?
Sim, tocou em um ponto interessante. Somos seletos. Temos critérios para o ingresso de uma pessoa. Se você não tem o espírito de compartilhar idéias e trabalhar em colaboração com o outro, você está fora. A idéia é de adaptação e, posteriormente, de confraternização.

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O Brasil começa a se organizar nesta prática de coworking?
Há um mercado enorme para ser explorado aqui no país. O Brasil está no caminho certo.

Você acredita que existe um motivo para pessoas comuns procurarem o The Hub como instalação de trabalho?

Conexão com outras pessoas. Hoje, o trabalho permitiu um novo nomadismo na sociedade. As pessoas que estão aqui pensam à frente. A principal idéia de estar no The Hub é compartilhar e potencializar relacionamentos improváveis.

Durante nossa conversa, você falou em ajudar a melhorar o país. O The Hub está ajudando a melhorar o Brasil?
Sim. Você conhece seus vizinhos? Fala com eles todos os dias? Sabe de suas funções diárias, famílias? Provavelmente não. Aqui estamos reaprendendo a viver em conjunto, a viver em sociedade. Estamos fazendo o caminho inverso da web. A experiência offline começa a complementar a vida online.

Se o The Hub fosse uma pessoa, em que fase da vida ele estaria?
The Hub ainda está na infância, mas é aquela criança que já tem um objetivo traçado.

Apesar de não gostar e usar o termo, projetos considerados “2.0” estão em queda, seja na web, seja na vida real. Você acredita que o The Hub sofra algum risco?
Risco todos nós temos. É uma empresa ali, outra lá Mas enquanto estiver perguntando o porquê de todo dia estar aqui, sei da minha resposta: estamos muito bem.

Foto: Reprodução, The Hub Network e Roberto Sena (2).

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  • http://www.robertosena.com Roberto Sena

    Rapaz, que mundo pequeno hein!Hoje mesmo estava lembrando do evento do forum de cultura digital, que aconteceu no sesi, no ano passado, e consequentemente de vc rafael, dai resolvi entrar aqui, vi sobre o tema de coworking, e falei: conheço essa foto…vai vendo. parabéns pelo artigo! o lugar é show de bola!

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Roberto Sena,

    sim. Encontrei lá no Flickr.

    Obrigado!

  • http://sebastianconcept.com sebastian

    Acho que vou visitar o HUB em novembro :D