jan 18
A mineração de dados em redes sociais

A privacidade na web tornou-se hoje um alvo em movimento. A popularização desenfreada de plataformas sociais e sites de relacionamento provocam um teste individual ao ser humano. São 300 milhões de pessoas cadastradas no Facebook, 45 milhões de adeptos da rede de micromensagens Twitter e 42 milhões de pessoas inseridas ao Orkut . Destes, poucos têm conhecimento que, informando apenas um nome, a data de nascimento, revelam muito mais do que imaginam.
A facilidade em cruzar dados pessoais e utilizá-los, a posteriori, sob outro formato e fora de um contexto de uma rede social começa a provocar discussões sobre a redefinição da privacidade. A natureza dinâmica e a possibilidade de conteúdos heterogêneos disponibilizados na web mostram, paulatinamente, a importância que a mineração de dados terá para a compreensão de conteúdo.
Com o processo que se conhece por Data Mining, é possível identificar todas as possibilidades de correlações existentes nas fontes de dados em ambientes virtuais. Por meio de técnicas para exploração de dados, é possível desenvolver aplicações e funções que venham a extrair, em banco de dados, informações críticas e de grande valor. No caso de plataformas sociais, o principal produto armazenado é a informação pessoal de cada pessoa cadastrada. E é neste momento que entra em discussão a questão da privacidade, que começa a ser redefinida e questionada.

Segundo Turow (2003, p.3), 57% dos adultos norte-americanos conectados a rede mundial de computadores acreditam – de forma equivocada – que um site com políticas de privacidade não compartilhe informações pessoais com outras empresas ou sites da web .
Para Dwyer (2007), plataformas sociais participativas de cunho social não possuem definições corretas sobre o termo de privacidade de cada ambiente virtual. “Redes sociais permitem interações de todos os tipos e não promove uma retenção de mineração de dados.” E, ao fazer parte de um ambiente social de grande interação, uma pessoa expõe vida pessoal, profissional, gostos e preferências, fontes de conteúdo preciosas e úteis para a prática de crimes ou pesquisas de consumo.
Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.
Foto: Cheekodyna e Nattu.









janeiro 18th, 2010 at
É exatamente neste momento de transição que passamos com a tecnologia alcançando patamares antes inimagináveis que devemos olhar mais e cuidar da formação do ser humano. Acredito que, somente uma qualidade poderá ser relevante na hora em que tivermos tais informações à mão: a conduta ética. E isso não se compra em supermercado, não é baixado como aplicativo de IPhone. Tem que ser, digamos, compartilhado! Ótimo post, xará!
janeiro 18th, 2010 at
E será que as pessoas buscam algum tipo de privacidade, interando-se às redes sociais? Mais, seria um tanto inocente pensar que a publicidade não se estenderia a tais plataformas. É a comunicação em constante revolução. Post bem oportuno, Rafael. Parabéns pela discussão.
janeiro 25th, 2010 at
@Rafael Chaves,
A questão da ética vai mais pro lado do bom senso e amadurecimento em rede. Acredito que alcançaremos este patamar nos próximos anos.
janeiro 25th, 2010 at
@David Felipe,
Estar em redes sociais não é sinônimo de fim de privacidade. Você possui diversos mecanismos de habilitar ou não funções de redes. A questão é estar conectado a amigos por meio de um aparato virtual.
A privacidade é apenas mais um grande ingrediente que deve ser discutido a partir dessas exposições. Mas garanto que redes sociais que pensam bastante em privacidade estão à frente das outras. E, no caso, vejo apenas o Facebook como um grande nicho.
Agradeço os elogios.
abs