A privacidade na web tornou-se hoje um alvo em movimento. A popularização desenfreada de plataformas sociais e sites de relacionamento provocam um teste individual ao ser humano. São 300 milhões de pessoas cadastradas no Facebook, 45 milhões de adeptos da rede de micromensagens Twitter e 42 milhões de pessoas inseridas ao Orkut . Destes, poucos têm conhecimento que, informando apenas um nome, a data de nascimento, revelam muito mais do que imaginam. #
A facilidade em cruzar dados pessoais e utilizá-los, a posteriori, sob outro formato e fora de um contexto de uma rede social começa a provocar discussões sobre a redefinição da privacidade. A natureza dinâmica e a possibilidade de conteúdos heterogêneos disponibilizados na web mostram, paulatinamente, a importância que a mineração de dados terá para a compreensão de conteúdo. #
Com o processo que se conhece por Data Mining, é possível identificar todas as possibilidades de correlações existentes nas fontes de dados em ambientes virtuais. Por meio de técnicas para exploração de dados, é possível desenvolver aplicações e funções que venham a extrair, em banco de dados, informações críticas e de grande valor. No caso de plataformas sociais, o principal produto armazenado é a informação pessoal de cada pessoa cadastrada. E é neste momento que entra em discussão a questão da privacidade, que começa a ser redefinida e questionada. #
Segundo Turow (2003, p.3), 57% dos adultos norte-americanos conectados a rede mundial de computadores acreditam – de forma equivocada – que um site com políticas de privacidade não compartilhe informações pessoais com outras empresas ou sites da web . #
Para Dwyer (2007), plataformas sociais participativas de cunho social não possuem definições corretas sobre o termo de privacidade de cada ambiente virtual. “Redes sociais permitem interações de todos os tipos e não promove uma retenção de mineração de dados.” E, ao fazer parte de um ambiente social de grande interação, uma pessoa expõe vida pessoal, profissional, gostos e preferências, fontes de conteúdo preciosas e úteis para a prática de crimes ou pesquisas de consumo. #
Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital. #
Foto: Cheekodyna e Nattu.
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