
Redes sociais e ferramentas de publicação de conteúdo provocaram mudanças na estrutura do pensamento da produção jornalística. A influência das novas tecnologias, ligado ao número de adeptos à rede mundial de computadores, provoca a busca de um novo cargo específico para gerenciar o nome da marca ou veículo na web.
Há uma necessidade, então, de um articulador de redes, que promove uma conexão entre pessoas e, não entre computadores. Nos últimos meses, as principais publicações online em todo o mundo anunciaram, sob um critério publicitário, a criação de cargos para gerenciar e monitorar todo e qualquer conteúdo publicado em plataformas sociais.
Trata-se de mais uma estratégia para agregar blogs, aplicativos, redes sociais, ao próprio meio jornalístico. Segundo FRANCO (2008, p.5), trata-se de uma pessoa que busca articular e animar plataformas sociais, o que o considera como netweaver.
“Quem quer articular e animar redes sociais devem resistir às quatro tentações seguintes: de fazer redes de instituições (em vez de redes de pessoas), de ficar fazendo reunião para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de, simplesmente, fazer), de tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos pessoais a serem conquistados) e, por último, de querer monopolizar a liderança.” (FRANCO, p. 5, 2009).
Netweaver é um conceito da cibernética constituído no início da década de 80, durante um desenvolvimento na área que necessitava de uma observação considerada neutra, mediando debates, exigindo discussões e troca de experiências, com o objetivo estratégico de organização e mapeamento do que se considera mensurável. Segundo CISCO (2003), a prática do netweaving em ambientes virtuais foi cunhada pelo consultor estratégico Bob Littell e tem como grande valor a reciprocidade.
A responsabilidade de gerenciar redes é grande, agradável, e o papel do que se considera como ‘animador da rede’ é a chave do seu sucesso. Agora, cabe a teoria e ao ambiente acadêmico saber o que é melhor para uma função que dão cada vez mais importância.
Foto: Joe Turner.
Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.
[parte] da bibliografia
FRANCO, Augusto. Para fazer netweaving, 2008. Disponível em < http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/para-fazer-netweaving> Acessado em 15 out. 2009.
JENCKS, C. What is Post-Modernism?, Academy Editions, 1986.
LIETSALA, Katri; SIRKKUNEN, Esa. Social Media: Introduction to the tools and processes of participation economy, 2006. Disponível em <http://tampub.uta.fi/tup/978-951-44-7320-3.pdf>. Acessado em 19 out. 2009.
SCHROCK, Andrew. Examining social media usage: Technology clusters and social network site membership. First Monday, Volume 14, 2009. Disponível em <http://firstmonday.org/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2242/2066>. Acessado em 19 out. 2009.



