
A comparação é antiga. Descrever redes sociais como nichos informativos tornou-se lugar-comum na web. Que diga o Twitter, rede de 75 milhões de usuários, sendo que 40% dos cadastrados nunca postou uma mensagem sequer.
Agora, é a vez do Facebook.
PaidContent e TheAtlantic destacaram esta característica na plataforma social de Mark Zuckerberg e sustentaram seus argumentos em uma pesquisa feita pelo Hitwise. A empresa de métricas afirma que o FB tornou-se, também, um leitor de notícias, depois de superar em números o Google News.
O Facebook, por sua vez, mostra que sabe administrar diversas categorias em seu ambiente virtual, que vão de social games aos canais de empresas jornalísticas. Na última semana, mostrou que cada perfil tem a condição de manter um espaço de notícia personalizado, com filtros, produzido por amigos da rede e, claro, veículos de comunicação.
O argumento é precipitado e discutível. No Facebook, ainda existem caminhos centralizados pela mídia que são direcionados ao público como fonte oficial. A página de sites noticiosos e a ‘dificuldade’ em repassar o dado é a prova da única direção que existe no momento. E, grande parte dos usuários desta rede social, produzem mais interação entre amigos do que compartilhamento de notícias.
Por outro lado, a facilidade em integrar Twitter e Facebook pode corroborar a ideia de que Facebook é um “site de notícias”. A construção de uma ‘busca em tempo real’, aliado ao nicho de 350 milhões 400 milhões de cadastrados na ferramenta, mostra como nichos constroem ‘realidades segmentadas e de interesse’. No caso, informação é um ingrediente implícito.