fev 25 2010

Como uma página do Facebook ajudou a capturar Saddam Hussein

Tag: curiosidade,facebook,redesocialRafael Sbarai @

Vale a pena acompanhar uma série de cinco boas reportagens da revista Slate sobre os últimos dias do iraquiano Saddam Hussein. A publicação mostra como o exército norte-americano produziu estratégias em ambientes virtuais online de grande participação e com uma malha de conexões – como o Facebook – para capturar o ditador.

A mesma teoria que originou o Facebook e sua própria página provocou a criação de uma malha de contatos – olha as teias sociais -  que levou dirertamente ao paradeiro de Hussein. A ideia partiu do Coronel James Hicke, que encontrava neste caminho um artifício para auxiliar na busca.

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fev 24 2010

Por que o Foursquare faz sucesso

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Interessante conhecer o ponto de vista de um gerente de uma startup em crescimento e que dá grandes passos em tão pouco tempo. Marilín Gonzalo, da rede de blogs espanhola Hipertextual, disponibilizou um vídeo com Evan Cohen, gerente-geral do Foursquare – ferramenta de recomendações que já foi até citada como ‘novo Twitter’.

Em sete minutos, Evan explica o movimento do site e conta em detalhes parcerias que tornaram-se práticas comuns. Ele comentou um acordo prévio que fez com o New York Times, situação que havia destacado no Twitter: criaram uma ‘medalha’ especial do jornal aos que usam o Foursquare e registram locais em Vancouver, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, recomendados pelo NYT.

Trata-se do velho mecanismo de premiação e, principalmente, incentivo, como caráter motivacional de produção de conteúdo. Situação semelhante ao acordo com a Universidade de Harvard: postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos da instituição.

O vídeo está em inglês, com uma legenda em espanhol.

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fev 22 2010

A HBO quer o seu Hulu

Tag: culturaweb,videoRafael Sbarai @

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A HBO encontrou na internet um novo nicho de modelo de negócio. O canal a cabo, conhecido por passar séries e filmes que saíram de cartaz recentemente, já tem uma estratégia: criar uma espécie de Hulu para competir com seus rivais que, há algum tempo, já investem em web.

A idéia do HBO GO, realmente, é vislumbrar o futuro do Hulu, mas ser rival direta do Epix, projeto criado por três grandes empresas do setor – os estúdios Paramount, Lionsgate e MGM. O site disponibiliza em alta definição filmes completos e na íntegra.

Ambos serviços são limitados a um único público – o norte-americano e, em seu primeiro momento, é aberto somente aos assinantes da HBO e Verizon, respectivamente. Trata-se do pensamento de usar a web como complemento do massificado, no caso, a TV.

Iniciativas como esta da HBO mostram como empresas e estúdios (principalmente dos Estados Unidos) buscam combater a pirataria de forma mais prática e eficiente. Ao invés de combatê-la com discursos de direitos autorais, aprenderam ‘na marra’ que o mais importante, no momento, é oferecer e disponibilizar conteúdo aos fieis espectadores, a qualquer hora.

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fev 18 2010

O agregador de ‘tweets’ dos Jogos Olímpicos de Inverno da NBC

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A NBC encontrou um modelo de centralizar conteúdo gerado por usuário em redes sociais durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno. Uma das redes de televisão mais tradicionais dos Estados Unidos usou o critério do Tweet Tracker, adotado no país anteriormente, para mapear e manter relatos, opiniões e discussões armazenados em um único ambiente virtual.

O evento, que acontece no Canadá desde o dia 11 de fevereiro, é acompanhado por um agregador que mostra o consolidado da competição. O Olympic Pulse inova no setor de categorizar ‘tweets’: divide o conteúdo gerado por atletas dos Jogos com o restante dos usuários. O ponto alto é a funcionalidade de mecanismo de filtro entre esportes e competidores.

Este modelo já foi adotado pela MTV durante o VMA – um dos prêmios musicais de maior audiência no mundo. Na época, a emissora mapeou quais eram os artistas mais comentados por hora e quantas mensagens recebeu cada um.

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fev 17 2010

Como a Universidade de Harvard usa o Foursquare

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A respeitada Universidade de Harvard começou o ano inovando. Nesta semana, soube da presença da entidade no Foursquare, ferramenta de recomendações que mistura vida social e virtual apontada até como sucessora ao Twitter. Em uma rede social móvel, adotou a postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos de estudo.

O projeto, pioneiro segundo a instituição, permite que estudantes, futuros alunos e ‘visitantes’ conheçam a estrutura da Universidade. Até aí, qualquer serviço integrado a mapa que tenha uma visualiação satélite permite tal recurso. Só que Harvard ingressa ao estudo motivacional para atrair adeptos ao serviço.

A entidade soube usar dos meandros do Foursquare para promover concorrência entre alunos – fazendo com que estes recomendem e conheçam locais de Harvard a partir da rede de contato de amigos. O caráter de incentivo para promover ‘rivalidade’ garante que estudantes conquistem prêmios no Foursquare, como o de ‘mayor’ (curador do local).

Perry Hewitt, diretor de comunicações digitais de Harvard, sintetizou o espírito do uso do serviço:

Harvard vai além de estudantes e salas de aula. A idéia é estabelecer conexões entre conhecidos para buscar novos nichos dentro de uma instituição tão grande. Universidades são espaços para liberar talento e energia. E, para usá-los, nada melhor do conhecê-los por todos os lados.

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fev 12 2010

A BBC quer jornalistas ‘mais sociáveis’

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A BBC, de Londres, segue o princípio de construir um site noticioso cada vez mais transparente. Depois do lançamento de um blog que anuncia todas as suas novidades e reformulações, a estatal fez um pedido aos seus profissionais do jornalismo: sejam mais ‘sociáveis’ em plataformas participativas.

A empresa quer aproveitar a economia da informação de ambientes virtuais como Facebook e Twitter e pediu aos jornalistas que usem e abusem de redes sociais. A solicitação foi feita de forma oficial por Peter Horrocks, novo diretor do Global News.

A ideia é laçar e buscar traços colaborativos de cidadãos comuns e transformá-los em informação. Interação modificada em prestação de serviço. Uma nova sociabilização de um profissional que deve saber conviver com as mudanças diárias de rotina de trabalho.

É a velha máxima dita no blog há alguns meses: BBC torna-se, desta maneira, um canal mais distribuído e menos centralizado. E não está apenas em rede – sabe usá-la da melhor maneira.

Foto: Strobist.

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fev 09 2010

O ato de compartilhar notícias do NYT por e-mail

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e-mail

Dois pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, produziram um estudo pertinente sobre o comportamento do internauta com a informação. A entidade fez uma análise da lista de notícias mais enviadas por e-mail do jornal The New York Times e, a partir da base constituída, caracterizou-a. O resultado é extremamente interessante e reforça um caráter ‘emotivo’ de compartilhamento.

Segundo o estudo – feito com mais de 3 mil artigos – leitores do NYT compartilham informações ‘positivas’ e das editorias de Ciência e Saúde. O que mais me chamou atenção é, que, cerca de 20% do que fica na página principal do site noticioso é compartilhado, ampliando o pensamento de que disseminação e armazenamento de informação não é sinônimo de hardnews.

Sobre a questão da extensão do texto, algo já esperado. Internautas compartilham notícias ‘longas’, de pouco destaque e com a premissa de que as pessoas tenham o mesmo sentimento ao ler o fato. Um caráter motivacional de reciprocidade, segundo princípios do sociólogo Peter Kollock. Sai de cena os incentivos moral ou social, além do prestígio, para dar destaque a correlação.

Infelizmente, toda pesquisa envolvendo mídia na web tem os seus defeitos. Nesta ocasião, o estudo foi feito a partir dos cliques no botão de compartilhamento do NYT. Logo, o estudo não pode ser considerado o espelho da realidade no site noticioso. O que ainda é comum hoje, na web, é copiar o link da matéria, jogá-lo no corpo do texto de uma mensagem e, posteriormente, realizar o compartilhamento com os outros.

Foto: Andygural.

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fev 09 2010

O mapa da liberdade de imprensa no mundo

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mapa-liberdade-imprensa

Interessante o mapeamento feito por Reporteros Sin Fronteras sobre a liberdade de imprensa em todo o mundo. O Brasil, em laranja, está na categoria de Problemas Sensíveis. Um próprio artigo do site, que envolve o nome do Estado de S. Paulo, explica o cenário.

Dica do Alec Duarte.

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fev 05 2010

Quando chamam o Facebook de “site de notícias”

Tag: facebook,pesquisa,redesocialRafael Sbarai @

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A comparação é antiga. Descrever redes sociais como nichos informativos tornou-se lugar-comum na web. Que diga o Twitter, rede de 75 milhões de usuários, sendo que 40% dos cadastrados nunca postou uma mensagem sequer.

Agora, é a vez do Facebook.

PaidContent e TheAtlantic destacaram esta característica na plataforma social de Mark Zuckerberg e sustentaram seus argumentos em uma pesquisa feita pelo Hitwise. A empresa de métricas afirma que o FB tornou-se, também, um leitor de notícias, depois de superar em números o Google News.

O Facebook, por sua vez, mostra que sabe administrar diversas categorias em seu ambiente virtual, que vão de social games aos canais de empresas jornalísticas. Na última semana, mostrou que cada perfil tem a condição de manter um espaço de notícia personalizado, com filtros, produzido por amigos da rede e, claro, veículos de comunicação.

O argumento é precipitado e discutível. No Facebook, ainda existem caminhos centralizados pela mídia que são direcionados ao público como fonte oficial. A página de sites noticiosos e a ‘dificuldade’ em repassar o dado é a prova da única direção que existe no momento. E, grande parte dos usuários desta rede social, produzem mais interação entre amigos do que compartilhamento de notícias.

Por outro lado, a facilidade em integrar Twitter e Facebook pode corroborar a ideia de que Facebook é um “site de notícias”. A construção de uma ‘busca em tempo real’, aliado ao nicho de 350 milhões 400 milhões de cadastrados na ferramenta, mostra como nichos constroem ‘realidades segmentadas e de interesse’. No caso, informação é um ingrediente implícito.


fev 02 2010

Para estudantes, Kindle é um aparelho ‘primitivo’

Tag: culturaweb,gadget,mobilidade,pesquisaRafael Sbarai @

Pela segunda vez nos últimos meses, me deparo com um estudo negativo envolvendo o Kindle, e-reader da Amazon. Desta vez, um relatório com estudantes da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, aponta um fracasso na tentativa que fomenta a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura. Para os entrevistados, faltam recursos básicos vistos em outras plataformas móveis.

Segundo a pesquisa da instituição, jovens leitores do Kindle sentem falta de visualização de fotos, cores e, principalmente, a possibilidade de tocar na tela – o touchscreen. Todas as características foram alegadas a partir do uso de outras ferramentas móveis. Principalmente o uso do celular.

O relatório é pertinente, possui premissas de boas discussões, mas não podemos usá-lo como parâmetro para avaliação de um produto. Jovens, apesar de sua maioria, não são estabelecidos como padrões de comportamento.

Trata-se de uma fatia de um público-alvo que ainda não foi definido pela Amazon. A própria empresa não sabe se seu leitor digital vai interessar aos meios digitais como “forma de sobrevivência do impresso” ou uma ferramenta inovadora direcionada ao público acadêmico.

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