
A Comissão de Assessoria Ética Judicial da Flórida, nos Estados Unidos, iniciou no último mês de 2009 uma interessante discussão envolvendo advogados e juízes. A entidade quer coibir trocas de informações e vínculos entre os dois profissionais do estado no Facebook, rede social de maior popularidade no mundo.
Segundo a Comissão, há uma grande diferença entre amizades no sentido tradicional (offline) e amigos em plataformas sociais colaborativas (on-line), por exemplo. Laços estabelecidos em ambientes virtuais criariam alguns conflitos de interesses que devem ser evitados por profissionais.
É o que se considera hoje como a máscara da imparcialidade em perfis pessoais. O velho debate de até onde vai o limite do profissional e o pessoal em rede, cenário semelhante entre as principais empresas jornalísticas e a criação de regras internas aos jornalistas para uso de mídia social, como Twitter, por exemplo.
A versão norte-americana da ESPN é um caso que chama a atenção. Desde agosto deste ano, a empresa proibiu o uso do Twitter pelos profissionais que trabalham com comunicação. E ainda redigiu uma espécie de cartilha de boas práticas em nichos participativos.
É o movimento de tornar-se menos distribuído e mais centralizado. Uma tática que tem os seus motivos corporativos, mas que explica a diferença entre usar e estar em rede.
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Foto: Fábio Trifoni.



