mar 31 2010

O cuidado de Obama com um único discurso

Tag: curiosidade,redesocialRafael Sbarai @

Está no Flickr da Casa Branca uma das fotos mais interessantes que já vi de bastidores de política. Atento, Barack Obama olha com receio e produz diversas alterações no discurso produzido pelo seu redator. Trata-se de mais um interessante mecanismo – simples – de como um presidente está mais distribuído e menos centralizado em plataformas sociais.

Sem ao menos conhecer questões ideológicas e/ou passado do mandatário, Obama se aproxima ainda mais do cidadão comum, recurso já lugar-comum se pararmos para analisar sua política em rede – uma simples ruptura do modelo tradicional de levar a informação, uma fórmula vislumbrada por candidatos à Presidência da República no Brasil.

Caso queira ver em detalhes, há a possibilidade de visualizar a imagem em outra resolução.

/via @msoares

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mar 29 2010

Um hub móvel de Copa do Mundo

Tag: dica,mobilidadeRafael Sbarai @

Copa do Mundo, aplicativo de iPod/iPhone da FingerTips

Confesso que, nos últimos meses, o que mais fiz em um iPod Touch foi consumir aplicativos e visualizá-los para buscar a compreensão de como um usuário da plataforma absorve diferentes informações. Aos poucos, fico com a sensação que um site noticioso, produto obrigatório em plataforma móvel, será sinônimo de programa (software). Sai de cena o fim para tornar-se um meio – customizável e que atenda demandas específicas de cada usuário.

E foi neste princípio que encontrei um serviço relevante no campo profissional e, ao mesmo tempo, útil e com  bom caráter de prestação de serviço. O aplicativo Copa do Mundo, desenvolvido pela FingerTips, busca a ideia de tornar-se um centralizador de informações do principal evento esportivo do mundo.

Enquanto o país não tem um recurso oficial de transmissão por plataforma móvel, como a BBC fez recentemente, Copa do Mundo tem aquele espírito de hub – tabelas interativas com a possibilidade de simular resultados, informações das sedes e estádios, história dos jogadores e seleções, além do principal – um alerta para possíveis atualizações, característica que, às vezes, soa como spam em alguns programas. Em Copa do Mundo, é possível ligar um alerta caso queira receber atualizações.

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mar 26 2010

Quando os encurtadores de URL deixam a web mais lenta

Tag: pesquisa,redesocialRafael Sbarai @

Ranking dos encurtadores de link mais eficientes

Interessante e, de certo ponto, coerente o estudo feito pela empresa de monitoramento web WatchMouse. A compania fez uma análise durante um mês com 14 encurtadores de link para avaliar a eficácia e relevância do serviço, cada vez mais usado em tempos de mensagens de até 140 caracteres. O Migre.me, popular no Brasil, não entrou na lista.

Entre os dias 14 de fevereiro e 16 de março, 12 dos 14 sites que diminuem o endereço (URL) apresentaram problemas de lentidão – atraso de mais de meio segundo para abrir uma página de web (em média, a marca de redirecionamento deve levar 350 milisegundos). Apenas goo.gl e youtu.be garantiram um desempenho satisfatório.

Surpreendente foi o péssimo resultado do fb.me, encurtador de link do Facebook. Criado em dezembro de 2009, o serviço apresentou a pior performance, acompanhado por tr.im.


mar 24 2010

Como os dados públicos podem ajudar o Jornalismo

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Na correria do encerramento do mestrado, acabei não indo ao Yahoo! Open Hack Day Brasil 2010, que aconteceu neste final de semana, em São Paulo. O evento, realizado pela segunda vez no país, premia pessoas capazes de desenvolver formas distintas e inovadoras de contornar ruídos com a criação aplicações funcionais, simples e práticas.

O  projeto vencedor (júri especializado e público) na ocasião foi o F-1 results, aplicativo de comparação e de fácil visualização do campeonato realizado na categoria em 2009 – desenvolvido por Iraê de Carvalho, Daniel Filho e Fabio Dan.

Durante boa parte do que acompanhei, fiquei admirado mesmo com os 95 slides proferidos por Pedro Valente e disponíveis no SlideShare – o gerente de produtos do Yahoo foi um dos palestrantes do evento.

Valente é um dos caras que merecem atenção – consegue unir diversas áreas específicas e criteriosas em um único personagem. A próprio ‘bio’ que produziu recentemente mostra suas faces:  “sou jornalista formado, fiz mestrado em engenharia e adoro programar no meu tempo livre.”

Na oportunidade, falou da possibilidade de extrair dados públicos “na marra” e transformá-los em informações relevantes. Um excerto do que já comentei aqui sobre a importância de minerar dados. Vale a pena conhecer mais informações na apresentação abaixo. Uma amostra que confirma a premissa de que as empresas de Jornalismo, aos poucos, serão companias de tecnologia: serão obrigadas a desenvolver e pensar desta maneira:

Atualizado: Pedro Valente avisa que, na categoria “relevância pública”, o vencedor foi o Infraero Parser, de Danilo Bento. O Uol listou todos os vencedores.

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mar 23 2010

O uso do Foursquare no Brasil

Tag: foursquare,pesquisaRafael Sbarai @

Trata-se apenas de um excerto, mas vale a pena conhecer os primeiros números sobre o uso do Foursquare no Brasil. Os dados foram divulgados há poucos dias por Maurício Maia, do BuzzVolume. Destaque para o número de postagens nos finais de semana – fato que comprova como o online potencializa o offline e vice-versa. Uma amostra misturar vida social e virtual dá certo.

O uso do Foursquare por cidades no Brasil

O uso do Foursquare em dias da semana

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mar 19 2010

A promessa do “social news” e o “curador de conteúdo”

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

huffpost

Li atentamente ao discurso feito por Peth Cashmore, do Mashable, em sua coluna semanal na CNN. Desta vez, ele conseguiu reunir em um único tópico de discussão muito do que penso e vislumbro no futuro do jornalismo. Mas, claro, sem vender um produto X ou Y e, não esquecendo das raízes de teorias propagadas.

O fundador de um dos blogs mais acessados no mundo resgatou o Digg, site norte-americano que reúne links, para falar sobre a categoria Social News. Segundo ele, os planos do serviço que caiu em desuso com a popularidade do Twitter é agregar informações compartilhadas por usuários em redes sociais.

Sobre o Social News, já destaquei em algumas oportunidades o uso do Huffington Post e como ele tem, cada vez mais, uma postura plural para levar adeptos de plataformas sociais ao seu site. Nada mais do que um agregador – característica em alta, segundo o último relatório do State of The News Media.

O grande “erro” de Cashmore em seu discurso, no caso, é ressaltar e vender curador de conteúdo como um novo profissional. Algo como “editor de mídia social de 2011″. A bola foi levantada em fevereiro de 2009, por Evan Willians, um dos fundadores do Twitter. Ele crê que o “novo jornalista” será um curador de conteúdo.

Logo, a onda foi rapidamente disseminada. Curador de conteúdo esteve entre as das palavras que ganharão maior importância para Cashmore, que esqueceu de avaliar e contextualizar este perfil. Conseguiu de certo modo permear seu discurso com a economia da atenção – o que é correto – mas pecou no quesito histórico.

Essa suposta novidade na área de comunicação tem uma fonte da metade do século XIX. Em 1945, o engenheiro e inventor norte-americano Vannevar Bush, em “As We May Think”, discute uma das questões mais interessantes na área científica: a possibilidade e modo de armazenar e buscar o conhecimento que desenvolvemos em pesquisas. Seu argumento é facilmente transposto à web.

O artigo, publicado na revista The Atlantic e produzido antes da Segunda Guerra Mundial, sugere a criação de um aparato tecnológico conhecido como memex, aparelho fixo em uma mesa, com telas de projeção e teclado – aos moldes de um computador – que armazenasse em um único ambiente ou espaço físico publicações, livros e todas as anotações para servir de suplemento a memória humana.

Foto: Will Lion.

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mar 17 2010

A resposta do New York Times ao Wall Street Journal

Tag: midia,nyt,wsjRafael Sbarai @

Campanha do New York Times abre guerra contra o Wall Street Journal

Desnecessária e ofensiva a campanha que será propagada pelo New York Times nas próximas semanas contra uma possível apropriação de segmento hiperlocal a um de seus maiores rivais, o Wall Street Journal. A iniciativa, definida como Numbers, reforça a importância que um veículo norte-americano dá a  um grupo restrito para distribuição e fidelização de conteúdo.

O assunto rapidamente foi discutido no PaidContent e Business Insider, dois dos ambientes virtuais que mais acompanho ultimamente. A campanha começará em abril, terá a duração de seis semanas e focará em meios impressos e online.

A batalha para conquistar novos adeptos já é travada há alguns meses. O motivo é simples – o projeto de Rupert Murdoch, carro-chefe do WSJ, em disponibilizar um suplemento local aos nova-iorquinos em seu formato impresso. A estratégia é tirar o domínio de um terreno dominado até então por uma única marca – o NYT. A resposta, ofensiva, veio em números.

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mar 16 2010

Um balanço do State of the News Media 2010

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Uma leitura obrigatória para o primeiro semestre do ano aos jornalistas que trabalham em sites noticiosos é o The State of the News Media 2010. Em sua oitava edição – geralmente divulgado no meio de março e sob ponto de vista dos norte-americanos – o relatório guia o futuro do jornalismo, mas às vezes chove no molhado por ter uma publicação datada que envolve tendências.

Em 2009, abordou um tema que  envolve até hoje minha dissertação do mestrado: a inserção do cidadão na produção de um acontecimento ou fato. Na época, discutia-se se o leitor era fonte ou “apurador” de informação, discurso antigo e já ultrapassado aos moldes que a tecnologia permeou o ser humano no ato de comunicar-se.

Desta vez, o relatório aborda um importante dado sobre a possibilidade de sobrevivência apenas com publicidade. Os jornais, incluindo os online, perderam 26% de receita em 2009, reflexo da tendência de que o modelo não sustenta em si o negócio.

Outro ponto destacável é a importância que os agregadores de informação têm aos internautas hoje. Cerca de 56% dos entrevistados revelou usar um site que centraliza notícias, reflexo da amplitude que um Huffington Post tomou nos últimos meses. No entanto, a grande maioria afirma que visita de dois a cinco sites de notícia por dia, o que mostra a falta de fidelidade entre marca online e interagente.

De resto, acabou mais uma vez em “temas batidos”. Falou sobre o que considera-se por lá como “Jornalismo Cidadão” e chegou a uma conclusão já pré-estabelecida – sites colaborativos sofrem o mesmo problema do “Jornalismo Tradicional” ao tentar captar recursos. A melhor maneira de sobrevivência,  no caso, é parceria com empresa de mídia.

Foto: Alex Glickman.

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mar 12 2010

Quando a CNN se preocupa com o Facebook

Tag: facebook,midia,redesocialRafael Sbarai @

Reflexivo o discurso produzido nesta semana por Jonathan Klein, presidente da CNN, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010. O jornalista, um dos mais respeitados nos Estados Unidos, admitiu pela primeira vez que tem maior preocupação com o Facebook do que sites noticiosos rivais, como a Fox News, que dobrou sua fonte de tráfego nos últimos meses.

As redes sociais realmente me assustam. Queremos ser a fonte de informação que gere maior confiança, mas a rede de amigos construída no Facebook tornou-se fontes de notícias.

O argumento de Klein é, no mínimo, interessante. Sua preocupação é válida, porém mostra a importância de um canal virtual de informação estar em rede e conectado com uma malha social em uma plataforma participativa. Ele acredita que sites como Facebook e Twitter afastam parte do público da TV. Aí é que entra a necessidade de tornar-se mais distribuído e menos centralizado.

A página principal de um canal de notícias não é mais a grande fonte de tráfego. Sua audiência está segmentada. E, para fazer parte da troca de links entre usuários em redes, é necessário estar nelas. E com humanos e não robôs, já que a idéia fazer parte das recomendações alheias, atributo que favorece redes sociais móveis, como o Foursquare. Você acaba acreditando nos seus amigos, que indicaram algo, a pensar em sugestões do Google distribuídas na web.

Foto: Media_Summit.


mar 09 2010

A ABC pensa na integração de redações

Tag: midiaRafael Sbarai @

Um dos jornais mais tradicionais da Espanha, ABC.es promove há algum tempo uma das maiores mudanças de pensamento desde a sua fundação, em 1903. O periódico iniciou em 2009 um projeto de integração de redações para promover a fusão entre o impresso e o on-line. Fato já consumado em marcas como Washington Post e BBC.

A estratégia mantém o discurso de seus rivais que já realizaram este processo – otimizar recursos e aproximar pensamentos para gerar o melhor modelo de conteúdo. A idéia é que os jornalistas da corporação sejam capazes de trabalhar em todos os suportes disponível. O velho conceito do profissional heterogêneo.

O processo de reestruturação já começou. Abaixo, um vídeo do que pode ser construído.

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