mar 19

A promessa do “social news” e o “curador de conteúdo”

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

huffpost

Li atentamente ao discurso feito por Peth Cashmore, do Mashable, em sua coluna semanal na CNN. Desta vez, ele conseguiu reunir em um único tópico de discussão muito do que penso e vislumbro no futuro do jornalismo. Mas, claro, sem vender um produto X ou Y e, não esquecendo das raízes de teorias propagadas.

O fundador de um dos blogs mais acessados no mundo resgatou o Digg, site norte-americano que reúne links, para falar sobre a categoria Social News. Segundo ele, os planos do serviço que caiu em desuso com a popularidade do Twitter é agregar informações compartilhadas por usuários em redes sociais.

Sobre o Social News, já destaquei em algumas oportunidades o uso do Huffington Post e como ele tem, cada vez mais, uma postura plural para levar adeptos de plataformas sociais ao seu site. Nada mais do que um agregador – característica em alta, segundo o último relatório do State of The News Media.

O grande “erro” de Cashmore em seu discurso, no caso, é ressaltar e vender curador de conteúdo como um novo profissional. Algo como “editor de mídia social de 2011″. A bola foi levantada em fevereiro de 2009, por Evan Willians, um dos fundadores do Twitter. Ele crê que o “novo jornalista” será um curador de conteúdo.

Logo, a onda foi rapidamente disseminada. Curador de conteúdo esteve entre as das palavras que ganharão maior importância para Cashmore, que esqueceu de avaliar e contextualizar este perfil. Conseguiu de certo modo permear seu discurso com a economia da atenção – o que é correto – mas pecou no quesito histórico.

Essa suposta novidade na área de comunicação tem uma fonte da metade do século XIX. Em 1945, o engenheiro e inventor norte-americano Vannevar Bush, em “As We May Think”, discute uma das questões mais interessantes na área científica: a possibilidade e modo de armazenar e buscar o conhecimento que desenvolvemos em pesquisas. Seu argumento é facilmente transposto à web.

O artigo, publicado na revista The Atlantic e produzido antes da Segunda Guerra Mundial, sugere a criação de um aparato tecnológico conhecido como memex, aparelho fixo em uma mesa, com telas de projeção e teclado – aos moldes de um computador – que armazenasse em um único ambiente ou espaço físico publicações, livros e todas as anotações para servir de suplemento a memória humana.

Foto: Will Lion.

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4 Responses to “A promessa do “social news” e o “curador de conteúdo””

  1. nadja pereira says:

    Excelente resenha Rafael! Cara, eu acredito na recuperação do Digg e torço, com eu já disse aqui. Tentei até me cadastrar para ver o “novo digg”, mas não consegui.

    O que você acredita que eles vão fazer? Investir mesmo em Social News e deixar ser uma “comunidade/incubadora de links” da próxima onda da web?

    Bj.

  2. Rafael Sbarai says:

    @Nadja Pereira,

    pouco se falou até o momento sobre as mudanças do Digg. Fiquei sabendo mesmo pelo Mashable e apenas especulações.

    Encontrei mais informações aqui: http://digg.com/tech_news/New_Version_of_Digg_Revealed?t=31569692#c31570618

    Não sei e o projeto realmente dará certo. O Digg foi uma grande força na web há alguns anos, porém não virou no Brasil.

    Prefiro esperar por seu lançamento – se acontecer – e depois analisar.

    Sobre o Social News, acredito que será consqueência da força destas plataformas participativas. E quem norteia tudo isso não é o Twitter. É o Facebook. Ele está mais preocupado, no momento, em aliar social, interação e informação. O Twitter só começou a ver isso agora com o @anywhere…

    Bj!

  3. Rafael Chaves says:

    Ótimo post, chará. Dou divulgá-lo no meu blog. Abraços!

  4. Rafael Sbarai says:

    @Rafael Chaves,

    Valeu cara,

    Abs!

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