abr 29 2010

A competição de comentários no Huffington Post

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Nesta quinta-feira, o Huffington Post apresentou o seu novo sistema de comentários. Seguindo a característica de tornar-se um canal social de informação, a publicação on-line revelou a criação de hierarquia e moderação na produção de postagens de opiniões em cada notícia postada.

O Huffpost se baseou em um sucesso local do Foursquare, rede social baseada em recomendações, para incrementar e manter viva sua caixa de comentários. Cada internauta que acessa e produz conteúdo no site recebe um badge, espécie de medalha ou rótulo que promoverá a competição de mensagens postadas.

A apresentação dos novos recursos acontece 15 dias depois da boa discussão que o New York Times relatou ao mostrar novas estratégias das publicações on-line nestes espaços. Nos próximos meses, sites de notícias irão promover mudanças para anular  “disfarces digitais”. É quando sai de cena o anonimato.

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abr 26 2010

O Twitter e o século XVIII

Tag: pesquisa,twitterRafael Sbarai @

Lee Humphreys é um dos nomes acadêmicos que mais respeito no segmento. Seus artigos são serenos e sem oba-oba em torno de redes sociais ou dispositivos móveis.

Professora do departamento de Comunicação e Ciência da Informação da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, ela produziu um paper de quatro páginas que sintetiza muitos dos meus pensamentos envolvendo o contexto “revolução de comunicação com o advento da internet”. Na web, não há revolução, mas adaptação.

Humphreys falou, nesta oportunidade, sobre como o Twitter é tão século XVIII – características e possibilidades de compartilhamento de conteúdo que já eram visíveis na época são evidentes na rede de mensagens de até 140 caracteres. Há mais de dois séculos, os tradicionais diários não eram considerados “publicações privadas” – eram compartilhados por amigos e familiares.

A pesquisadora faz também um alerta irônico em torno das supostas novidades na área da comunicação. Tanto que usa renovação entre aspas. “Nem tudo que está na web é inteiramente novo e revolucionário”. E, em quatro páginas, convence com argumentos sobre a popularidade do Twitter.

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abr 21 2010

Avoidr para não encontrar seus ‘inimigos’ no Foursquare

Tag: dica,foursquareRafael Sbarai @

Avoidr para evitar seus inimigos no Foursquare

Parte do sucesso do Twitter e Facebook, duas das plataformas sociais mais populares do momento, é atribuído ao fato dos sites terem uma API pública, que permite a construção de programas atrelados a eles. O modelo – antigo na web, apesar da sua popularidade – também é destaque no Foursquare, rede social baseada em recomendações que está próxima de alcançar 1 milhão de adeptos.

A partir de conjuntos de padrões de programação, desenvolvedores lançaram o Avoidr, recurso que permite localizar seus “inimigos” com o objetivo de não encontrá-los nos locais que você pretende passar.

O uso do serviço é simples – a partir da sua lista de contatos do Foursquare, você seleciona a pessoa que não pretende encontrar e o Avoidr avisa automaticamente quais locais da cidade devem ser evitados. Para cada amigo ou seguidor, há a possibilidade de taggeá-lo usando um adjetivo – ou rótulo (até ofensivo).

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abr 16 2010

Quando sites de notícias questionam o anonimato

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Interessante saber que boa parte dos sites de notícias do exterior começa a se preocupar novamente com a produção de comentários em seus conteúdos. Nesta semana, o New York Times levanta a discussão ao mostrar novas estratégias das publicações on-line nestes espaços.

Segundo o NYT, Huffington Post e Washington Post são dois dos primeiros a produzirem mudanças para anular  “disfarces digitais” – seus executivos, no caso, alegam que a reformulação pode provocar mudanças de postura de muitos internautas.

O discurso só reafirma algo que comentei no blog no início do ano: teremos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social corrobora o meu argumento. Garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social. “Há uma nova geração de pessoas que não querem mais se esconder”, avalia de forma brilhante Arianna Huffington, do Huff Post.

A proliferação e, consequentemente, popularização de plataformas sociais provocam a construção de várias teias sociais, com aspectos de ligações carbônicas, e entrelaçadas umas às outras. A partir das construções destes laços – sejam fortes ou fracos – há a possibilidade de descobrir com quem o como você se relaciona com o próximo. É quando sai de cena o anonimato.

Foto: Mike Rollerson.

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abr 15 2010

UBizu, a rede social para baladeiros de SP e RJ

Tag: culturaweb,redesocial,tendencias,twitterCauã Taborda @
Hoje começou a funcionar a Bizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.
Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.
A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.
O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.

Você manda posts curtinhos (os bizus) pelo celular m.ubizu.com.br e pela web www.ubizu.com.br dizendo como está o lugar onde você está agora

Hoje começou a funcionar de vez a UBizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.

Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.

A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.

O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.


abr 15 2010

Como é a parceria entre Financial Times e Foursquare

Tag: foursquare,midiaRafael Sbarai @

foursquare

Blogs especializados em mídia destacaram nesta semana uma parceria ao menos curiosa envolvendo o tradicional Financial Times e o Foursquare, rede social baseada em recomendações que está próxima de alcançar 1 milhão de adeptos.

A ideia, já concretizada, é simples – centros de lazer e cafés próximos às prestigiadas universidades dos Estados Unidos e Inglaterra (Cass Business School, London Business School, London School of Economics and Political Science, Harvard e Columbia) terão senhas de acesso aos conteúdos pagos do Financial Times. Mas nem todos os frequentadores dos locais ganham o benefício.

FT ressalta que os consumidores mais ativos poderão disfrutar dos conteúdos da publicação. Logo, fica evidente o espírito de competição para promover o “check-in” aliado às informações pagas e especializadas do Financial Times.

A estratégia da publicação especializada em negócios é interessante – mostra a diferença entre buscar qualidade e quantidade de novos leitores fiéis. No caso, FT atribui valor à qualidade.

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abr 12 2010

Twitter e Facebook como fonte de tráfego nos sites de notícia

Tag: pesquisa,twitterRafael Sbarai @

Interessante, porém sem muitos detalhes a pesquisa executada pelo consultor de mídia Adam Sherk sobre números envolvendo redes sociais e sites noticiosos do Reino Unido. Segundo o relatório, Twitter e Facebook geram menos de 2% de tráfego às dez maiores publicações on-line da região.

A curva em destaque mostra um desempenho crescente da rede de mensagens de 140 caracteres, mas ainda de forma tímida. E, de certa forma, diferente dos parâmetros nacionais. Por aqui, Twitter chega a quase 8% de toda a audiência de um site de notícias.

O único fato claro e de relevância é como o Digg perdeu espaço com a chegada de ambientes sociais participativos que circulam muita informação. Simplesmente parou no tempo.

O relatório é um excerto do que já disse aqui em algumas oportunidades. É a velha idéia do fim do poder de uma página principal e a valorização da hiperdistribuição de conteúdo em redes. O cartão de visitas de um canal de notícias não é mais a grande fonte de tráfego – sua audiência está segmentada. E, para fazer parte da troca de links entre usuários em redes, é necessário estar nelas. De preferência sem robôs e, com humanos.

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abr 09 2010

Como não fazer um aplicativo de mídia para iPad

Tag: culturaweb,mobilidadeRafael Sbarai @

iPad, da Apple, no Brasil

Já fiz alguns testes iniciais com o iPad, lançamento da Apple, nesta quarta-feira, graças ao empréstimo do aparelho por @macmasi. Apesar do glamour em torno do dispositivo, (não sou a pessoa correta para avaliá-lo) destaco algumas coisas – é eficiente, simples, prático. Mas, por enquanto, sem utilidade às tarefas que desempenho durante o dia.

O que mais me chamou atenção é como um adepto desta plataforma irá consumir mídia, seja informação, foto, texto ou vídeo. Neste aspecto, iPad é espetacular – mas refém das próprias empresas de mídia, que devem readptar o conteúdo ao aparelho, peculiaridade que espero nos próximos anos ao Jornalismo.

No futuro, as empresas de mídia serão também companias de tecnologia: devem ter o bom senso de reformular interfaces de seus sites às diferentes plataformas que terão acesso a internet – celular, tablet, carros e brinquedos. A NPR e a TIME saíram na frente. O reacionário grupo do Wall Street Journal, por sua vez, já ficou pra trás.

Por mais que o WSJ esteja entre os aplicativos mais baixados na AppStore, fato configurado durante meus testes com o iPad em mãos, o aplicativo do jornalão é mais do mesmo – tem a mesma interface do tradicional papel e seus espaços de publicidades são mais modernos que seus próprios conteúdos. E, para ter acesso a informação, é necessário pagar 16 dólares por mês.

Um vídeo disponível no YouTube mostra como é o aplicativo.

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abr 07 2010

Um Extreme Makeover para mudar empresas

Tag: culturaweb,dicaRafael Sbarai @

Extreme Makeover para mudar empresas do Brasil

Pertinente a continuação de um projeto de cunho corporativo que promete modificar empresas brasileiras. Extreme Makeover 5, fruto de parcerias entre Itaú, Microsoft e Revistas Pequenas Empresas e Grandes Negócios (Editora Globo) chega a sua quinta edição com um princípio consolidado e, ao menos interessante: não deixar companias paradas no tempo.

A idéia da “competição corporativa” é simples: provocar reformulações nos setores financeiros e tecnológicos de três empresas que serão selecionadas previamente por organizadores do evento. A proposta é mostrar e, não revolucionar, a possibilidade de obter administrações modernas e eficientes por meio de renovação de processos e aperfeiçoamento de gestão. Em 2009, último ano do projeto, foram inscritas 1359 companias.

Nesta edição, o processo de inscrição termina no próximo dia 15. Para participar, é necessário preencher um extenso formulário com informações pessoais e corporativas. Uma reportagem da PEGN mostra grupos que já participaram do processo.

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abr 06 2010

O fim do “ghost writer” no Twitter?

Tag: tendencias,twitterRafael Sbarai @

Huffington Post no Twitter

Sutil e interessante uma funcionalidade em testes que começa a ser aplicada no perfil do Huffington Post no Twitter. Ao lado do registro cronológico que está em destaque na rede, é possível saber quem é a pessoa que produziu o ‘tweet’.

No caso da imagem acima, a mensagem de até 140 caracteres fora propagada por @whitneysnider, editor de esportes do site noticioso. Fiz a busca por outros perfis que já utilizam o recurso, mas não encontrei.

A possibilidade de visualizar quem enviou a mensagem em um perfil corporativo ainda aproxima mais o seguidor à marca. Desmascara, se quiser (a função deve ser opcional), o ghost writer de muitas contas…

/via @ligelena.

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