abr 09

Como não fazer um aplicativo de mídia para iPad

Tag: culturaweb,mobilidadeRafael Sbarai @

iPad, da Apple, no Brasil

Já fiz alguns testes iniciais com o iPad, lançamento da Apple, nesta quarta-feira, graças ao empréstimo do aparelho por @macmasi. Apesar do glamour em torno do dispositivo, (não sou a pessoa correta para avaliá-lo) destaco algumas coisas – é eficiente, simples, prático. Mas, por enquanto, sem utilidade às tarefas que desempenho durante o dia.

O que mais me chamou atenção é como um adepto desta plataforma irá consumir mídia, seja informação, foto, texto ou vídeo. Neste aspecto, iPad é espetacular – mas refém das próprias empresas de mídia, que devem readptar o conteúdo ao aparelho, peculiaridade que espero nos próximos anos ao Jornalismo.

No futuro, as empresas de mídia serão também companias de tecnologia: devem ter o bom senso de reformular interfaces de seus sites às diferentes plataformas que terão acesso a internet – celular, tablet, carros e brinquedos. A NPR e a TIME saíram na frente. O reacionário grupo do Wall Street Journal, por sua vez, já ficou pra trás.

Por mais que o WSJ esteja entre os aplicativos mais baixados na AppStore, fato configurado durante meus testes com o iPad em mãos, o aplicativo do jornalão é mais do mesmo – tem a mesma interface do tradicional papel e seus espaços de publicidades são mais modernos que seus próprios conteúdos. E, para ter acesso a informação, é necessário pagar 16 dólares por mês.

Um vídeo disponível no YouTube mostra como é o aplicativo.

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