O Twitter e o século XVIII

Lee Humphreys é um dos nomes acadêmicos que mais respeito no segmento. Seus artigos são serenos e sem oba-oba em torno de redes sociais ou dispositivos móveis.

Professora do departamento de Comunicação e Ciência da Informação da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, ela produziu um paper de quatro páginas que sintetiza muitos dos meus pensamentos envolvendo o contexto “revolução de comunicação com o advento da internet”. Na web, não há revolução, mas adaptação.

Humphreys falou, nesta oportunidade, sobre como o Twitter é tão século XVIII – características e possibilidades de compartilhamento de conteúdo que já eram visíveis na época são evidentes na rede de mensagens de até 140 caracteres. Há mais de dois séculos, os tradicionais diários não eram considerados “publicações privadas” – eram compartilhados por amigos e familiares.

A pesquisadora faz também um alerta irônico em torno das supostas novidades na área da comunicação. Tanto que usa renovação entre aspas. “Nem tudo que está na web é inteiramente novo e revolucionário”. E, em quatro páginas, convence com argumentos sobre a popularidade do Twitter.

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  • http://novasmetodologias.ning.com/ Ana

    Olá, tudo bem, sabe?! Sou da mesma opinião que a construção “evolutiva” da web é uma questão de adaptação do que já existia, pois tudo o que há hoje na Web são os frutos das teorias das décadas de 60,70 e 80, do século passado, sobre o que deveria ser o espaço net… Para mim o Twitter é “perfeito” dentro do contexto M-learning, que já é usado em países como a Nigéria para a alfabetização de povos Nómadas e na Europa para o ensino de literatura e língua estrangeira, acho o casamento perfeito o dos dispositivos móveis com os aplicativos da web2.0.
    Particularmente achei o máximo essa iniciativa dos nigerianos.