Um dos maiores símbolos de distribuição de música gratuita de uma geração digital, o KaZaA voltou a dar o ar da graça – virtual – pela terceira vez. Sem novidades, o serviço busca reconquistar a popularidade no segmento e ganhar novos adeptos. Para tal, tenta se levantar ostentando seu registro histórico. No entanto, chega “engessado”. #
Em julho de 2009, falei aqui, no blog, sobre a sua segunda tentativa de ganhar visibilidade. De vilão, tornou-se o novo aliado das gravadoras – um produto de assinatura que oferece músicas por meio de parcerias com grandes empresas. Ou seja, de ícone virtual na esfera do áudio, buscou o mais do mesmo ao copiar modelos de sucesso no segmento, como o Spotify. Foi a solução encontrada pelos seus novos proprietários. #
Desta vez, o script quase não mudou – serviço de uso exclusivo nos Estados Unidos, com a possibilidade de ouvir 1,6 milhões de músicas via streaming e com um custo mensal de 15 dólares. Na primeira semana, o teste é gratuito. #
As duas únicas novidades – se é que podemos considerá-las como inovações – é a nova maneira de citar o Kazaa (agora é KaZaA) e a possibilidade de acompanhar e compartilhar quais são as músicas mais ouvidas pelos seus amigos. #
O fracasso do modelo gerou críticas pesadas ao serviço. O maior defeito que encontrei, no caso, foi a falta de uma estrutura móvel. Em tempos de uso da internet em celular, tablets ou automóveis, KazaA não possui uma versão móvel. Faltou pensar de forma menos centralizada e mais distribuída. De ícone de uma história recente da web, tornou-se um produto musical “engessado”. Para piorar, os fundadores do KaZaA acabam de lançar um serviço de áudio na web, o Rdio. E sua proposta já é vista com bons olhos no setor.
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