O novo – e velho – alvo do Twitter: os spammers

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    “Lançamos o novo Twitter para descobrir o que é novo no seu mundo”, anunciou na noite da última terça-feira Evan Williams, um dos fundadores da empresa. Dias após a revelação, parece que a maior mudança na ferramenta desde o seu nascimento virtual, em 2006, virou objeto de desejo. Diz um dos meus seguidores: “mudanças? Isso é verdade?”

    As reformulações estruturais realmente pretendem garantir um uso mais simples e prático de uma rede, conforme explicou Williams no evento. E também mostra um cenário de batalha contra terceiros. No entanto, a nova roupa virtual do Twitter mostra uma perspectiva: a nova disputa contra desocupados virtuais que enviam de forma ininterrupta mensagens não solicitadas ao microblog, conhecidos na web como spammers. Até março, 11% das mensagens enviadas pelo Twitter eram consideradas como spam. Hoje, este valor caiu para 1% – o que representa aproximadamente 900.000 tweets diários, se compararmos com os últimos números divulgados pela empresa.

    Um dos recursos apresentados faz parte da estratégia de inibir a invasão de spammers, que encontraram no Twitter um tesouro – os encurtadores de link para distribuir links maliciosos e infectar computadores. Um link encurtado permite enxugar caracteres na mensagem a ser enviada se tornou essencial – e as extensas URLs jogavam contra essa lógica de escrever em até 140 caracteres.

    Se facilita a vida do usuário, os encurtadores adicionam um problema à vida deles: uma vez que o novo código com a URL encurtada substitui a URL original, não é mais possível ler o endereço expresso no link. Com as novas mudanças, o problema foi solucionado: é possível visualizar, antes de clicar, o tipo de conteúdo da URL. Ou seja, os spammers sofreram um ataque pesado do microblog. Mas, aos poucos, se adaptam à nova estrutura para desferir ataques em perfis.

    Foto: freezelight.

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