
Conhecer o consumidor de conteúdo em plataformas que começam a se popularizar é um assunto suntuoso entre empresas de mídia. Ainda mais com tablets, como a sensação midiática iPad, da Apple. Os diversos estudos em torno de um suporte tecnológico não tão popular assim já refletem o seu impacto.
Desta vez, foi o Instituto Nielsen que entrevistou, em agosto, mais de 5 mil proprietários de dispositivos móveis – entenda-se netbooks, e-readers, tablets e smartphones – para mapear quem é este consumidor de conteúdo e o uso que faz da ferramenta. A pesquisa foi publicada nessa quinta-feira.
Notícias (44%) e músicas (41%) são os conteúdos regularmente mais acessados pelos adeptos do serviço. No entanto, um fato chama atenção – a possibilidade de emprestar o próprio iPad.
Pela segunda vez em menos de 15 dias (a primeira tem autoria da editora Conde Nast), uma pesquisa aborda o espírito de compartilhamento de quem é dono de tablets como iPad. Quase metade dos entrevistados (46%) admite emprestar a uma ou mais pessoas o seu dispositivo móvel. O número é superior, por exemplo, ao empréstimo de netbooks (44%), smartphones (34%) e e-readers (33%), como Kindle. O que é, no mínimo, curioso.
Essa manifestação realmente iria acontecer. Mas apenas no momento em que o gadget se tornasse popular – o que não acontece no momento. Tablets como iPad não são ferramentas tão pessoais como um celular. Nesse sentido, o iPad se aproxima da cultura de compartilhamento de livros, por exemplo. Emprestar pressupõe, sobretudo, confiança.
Nessa linha, o Paid Content levanta uma questão. O iPad é um dispositivo móvel?
O estudo completo do instituto Nielsen pode ser visualizado aqui.
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