Facebook não quer ser apenas uma rede social

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    Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço (e do negócio): “Nosso objetivo é conectar pessoas“. De fato. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 500 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários e vem se tornando uma eficiente base de comunicação. É o canal entre cadastrados. Ou o telefone do século XXI.

    Ligar o conceito de telefone ao Facebook não é um ato gratuito. Há tempos, boatos da indústria e apostas da imprensa vêm alimentando a versão de que a rede poderá lançar seu próprio aparelho de celular – um dispositivo, que, é claro, completaria o leque de possibilidades de produzir diálogos entre pessoas. O único meio ainda sem o seu domínio era a conversa por voz. É a única condição ainda não-presente no contexto de “social utility” (‘utilitário social’) tão defendido por seu fundador. No entanto, fora apenas um rumor.

    A empresa de Zuckerberg convocou a imprensa na última semana apenas para revelar funcionalidades específicas que facilitam a vida de um usuário que se conecta na internet por meio de plataformas móveis – smartphones ou tablets -, importante fatia do público que começa a crescer de forma vertiginosa. Segundo o próprio fundador, 200 milhões de pessoas (quase metade dos cadastrados) acessam a rede a partir de dispositivos móveis. No mesmo período, em 2009, o número era de 65 milhões.

    Na oportunidade, o executivo revelou, entre tantos recursos, a criação do Single Sign-on, novo sistema de login que permite o acesso a aplicativos no celular apenas clicando em um único botão. O artifício, sem previsão de chegar ao Brasil, simplifica a vida do usuário, que não precisa digitar várias senhas.

    Sobre a possibilidade de criar um celular próprio, Zuckerberg garantiu que – por ora – a empresa tem o objetivo de apenas investir em ambientes virtuais sociais, independente do aparelho. “Não vamos produzir telefones”, avisou. Contudo, suas próprias parcerias vão contra seu argumento. Em outubro, o Facebook acertou uma parceria com o Skype, principal serviço de telefonia pela internet, que previu o uso de recursos da rede social diretamente pela interface do programa. Portanto, não será nenhuma surpresa se a empresa aparecer com um aparelho disponível aos seus usuários.

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    Foto: Babyben.

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