Em 2010, a web não só encurtou ainda mais distâncias, aproximou cidadãos e permitiu que as pessoas se comunicassem em qualquer instante – e de qualquer lugar. Foi além. O espaço virtual se tornou um multiplicador de interações, vendas, lucros – é claro – e se viu no centro de uma discussão sobre quais são os limites de manter informações sigilosas sem coibir a liberdade de expressão. Confira a seguir os três temas que movimentaram a web em 2010: #
Clubes de compras coletivas
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As ofertas dos clubes on-line de compra coletiva caíram no gosto do brasileiro. Os sites que oferecem descontos em restaurantes, teatros, bares, salões de beleza, entradas de cinema e spas atraíram os dois lados da moeda – os consumidores e empresas. No Brasil, mais de dez sites foram construídos apenas neste ano. Recentemente, o apresentador Luciano Huck se tornou sócio de um deles, o Peixe Urbano. Pioneiro e mais popular no país, o site é de criação de Julio Vasconcelos, ex-Facebook. #
O maior ícone do modelo é o Groupon. Avaliado em 1,35 bilhão de dólares, o site conta com mais de 20 milhões de adeptos e está presente em mais de trinta países – incluindo o Brasil, onde é conhecido como Clube Urbano. Recentemente, o Groupon rejeitou uma proposta de compra do Google no valor de 6 bi de dólares. #
Facebook
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Criado há seis anos como uma brincadeira entre estudantes da Universidade Harvard, o Facebook abandonou os muros acadêmicos para abraçar o mundo. Em 2010, o site de Mark Zuckerberg se consolidou como a rede social de maior popularidade do planeta, com mais de 500 milhões de cadastrados. É algo sem precedentes na recente história da internet. #
Simultaneamente ao avanço do site, porém, cresceram as críticas à política de privacidade da rede – ou melhor, às constantes mudanças dessa política. Em seis anos de vida, as regras foram modificadas em 17 oportunidades, média de quase três reformulações por ano. #
Pressionado pela opinião pública, Zuckerberg cedeu. Em maio, o empreendedor de 27 anos simplificou os controles de privacidade. Contudo, as polêmicas em torno do mais jovem bilionário não param por ai. #
Em outubro, uma face da história do Facebook desembarcou em Hollywood. A Rede Social, baseado nos relatos do escritor Ben Mezrich e em cartaz nos cinemas brasileiros desde o início do mês, narra uma história controversa – real ou embalada na ficção -, mas com chances de faturar o Oscar. #
Ainda não se sabe se os maiores segredos diplomáticos e confidenciais de empresas e chefes de estado já foram divulgados ou estão por vir, mas o WikiLeaks fez um trabalho tempestuoso em 2010, apenas quatro anos após sua fundação. A organização de mídia criada pelo jornalista e ciberativista australiano Julian Assange não revelou acontecimentos que derrubaram ninguém – até o momento -, mas espalharam uma onda de constrangimento ao expor um retrato real e cru de homens e mulheres por mais de 270 embaixadas e consulados em todo o mundo. Ao todo, foram reveladas conversas de bastidores 23 importantes personagens de vários países – chefes de estado, reis e diplomatas. Sem a internet, nada disso seria possível. #
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Reprodução (1 e 2) e Cgeorgatou (3). #
Foto: montagem de Smemon.
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