Arthur Sulzberger Jr., presidente do conselho e publisher do jornal The New York Times, é um dos personagens de mídia mais vigiado nos últimos anos. Qualquer movimento que produz é visto sob os olhares mais atentos de empresários de publicações – principalmente nos próximos meses, quando se iniciará um novo modelo de cobrança de conteúdo em sua empresa. #
No último domingo, Sulzberger Jr. participou de uma conferência (o vídeo, completo e em inglês, pode ser visto no Paid Content) para comentar sobre um assunto trivial: o futuro do impresso e aplicações estratégicas no mundo digital. Com um discurso repetitivo, o único fato que me chamou atenção foi a desmedida preocupação com o Google. Diz o empresário, sobre qual modelo será adotado a partir do modelo paywall: “deixar o Google seria uma loucura”. #
De fato. Sulzberger Jr. sabe da importância dos motores de busca. Tanto que muitos profissionais da publicação não trabalham apenas para os leitores – trabalham para Google e Bing, em uma espécie de Jornalismo para sites de pesquisa, reforçando a importância de SEO sobre uma notícia. #
A estratégia do New York Times vai à contramão de seu maior rival, o Wall Street Journal. No ano passado, Rupert Murdoch, mandatário do WSJ, abriu guerra contra o Google sobre apropriação de conteúdo jornalístico. Para mostrar o poder do gigante de buscas, o TechCrunch disponibilizou um gráfico de como seria o Wall Street Journal sem a indexação de seus conteúdos ao principal símbolo de buscas da web: WSJ perderia 27% de sua audiência mensal. #
Fica claro como é bom não dizer adeus ao Google. #
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