Na última semana, o Foursquare, rede social baseada em geolocalização, apresentou a mais nova versão de seu aplicativo, disponível em produtos Apple (iPhone e iPod Touch) e smartphones com Android, sistema operacional do Google. Na ocasião, a principal novidade do site é a seção Explore, indicador que revela hábitos de amigos, além de sugerir locais (restaurantes, redes de café, bares, entre outros) mais populares próximos a localização do usuário. A mudança, por mais que seja sutil, aponta para duas frentes – impedir a popularidade do Places, rival criado pelo Facebook, e tirar o rótulo de ser reconhecido como um agregador de batalhas travadas por usuários com o objetivo de obter simples medalhas, conhecidas no site como badges. Com o novo modelo, o Foursquare quer ir além – virar uma bússola virtual de estabelecimentos. #
Na prática, os cadastrados no site terão a possibilidade de visualizar quais são os restaurantes, bares, cinemas ou redes de café mais recomendados por seus amigos – ou por todos os usuários da rede, caso queiram – em um raio de, no máximo, 10 km. Trata-se de uma estratégia para atrair, novamente, o mercado publicitário à rede. #
Muitas empresas já enxergam a atividade como isca para se aproximar de potenciais consumidores. Há algum tempo, estabelecimentos oferecem descontos aos clientes que mais produzem check-ins (correspondente a um tweet) a partir de suas lojas – recomendando-as aos amigos de Foursquare. #
Criado em março de 2009, a rede social é um dos recentes produtos virtuais que cresceram de forma exponencial, despertando o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. Ventilado equivocadamente por analistas como “novo Twitter“, o site agradou relativamente uma pequena base de usuários da rede – sete milhões de usuários, sendo que cerca de 60% do total de cadastrados se encontra nos Estados Unidos. No Brasil, o registro é, digamos, ínfimo: 200.000 usuários já usaram por, pelo menos uma vez, o serviço. #
O motivo é aparente: o uso da rede social necessita na maioria das vezes de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet conectado à internet – realidade longínqua de grande parte da população no país. #
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