Recentemente, o The Next Web – uma das minhas indicações presentes na seção à direita do blog – apresentou aos seus leitores um novo plugin de comentários. Na ocasião, o espaço fugiu dos já notáveis Disqus, Intense Debate ou Echo para experimentar um novo sistema, digamos, mais robusto – o Livefyre. O serviço (imagem abaixo), como seus êmulos, possui a função de agregador. Contudo, busca agradar leitores que produzam comentários e sites de notícias e blogs e se interessam em deixar vestigíos. Chegou a hora de construir rastros e deixá-los públicos na rede. #
Livefyre tem uma premissa já conhecida – reunir o conteúdo propagado em plataformas de redes sociais populares, como Twitter e Facebook. Seu diferencial, no caso, é a possibilidade em visualizar todos os passos dados pelos usuários em um determinado site (comentários publicados em um post, por exemplo, serão notificados por e-mail às pessoas) e a retroalimentação de mensagens: novos comentários aparecem automaticamente na caixa destinada às discussões. O grave erro, neste caso, é a possibilidade da inundação de spams. #
O recurso é semelhante aos “reactions” ou “reações em redes sociais”, presentes no Disqus – e, aqui, no blog. A única diferença é a divisão de abas. Para o Disqus, as reações em Twitter e Facebook não aparecem como comentários. Já o Livefyre permite reunir tudo em um único espaço. Otimista, Kretchmer Jordan, CEO e fundador do serviço, acredita que suas funcionalidades podem atrair a atenção de empresas de comunicação. Diz o empreendedor: “Tudo que estamos fazendo é levar pessoas a interagir em um único ambiente”. Era a minha aposta no início de 2011: teremos um Jornalismo que irá se preocupar mais com seus leitores. #
De fato. A iniciativa, por mais que já exista há algum tempo, é um sinal já evidente no State of the News Media, relatório divulgado na semana passada: as startups são as novas grifes para um Jornalismo, digamos, moderno. E, hoje, o sonho de uma publicação digital é de se tornar um centralizador de conteúdo. E, com certo atraso, perceberam que o conteúdo na rede é perene. #
Caso a empresa de mídia não tenha essa inteligência em sua residência, terá que ir às ruas – e às compras. O Livefyre agradece os novos tempos. #
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