As redes sociais já não servem apenas para conectar pessoas

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    Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço – e do negócio: “Nosso objetivo é conectar pessoas“. Sem dúvida. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 750 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários.

    Quando veio ao Brasil, Mark repetiu o discurso. E alimentou a discussão com o pertinente argumento de que seu site, na verdade, não é uma rede social: é um utilitário social. De fato, há algum tempo o Facebook vem se tornando uma ferramenta eficiente de comunicação – e de todas as maneiras possíveis: áudio, texto e, agora, vídeo. Sua mais nova tentativa de abraçar um mercado maior do que as plataformas sociais foi a parceria do Skype, popular empresa de telefonia via internet, que permite a criação de vídeochamadas por meio da rede social.

    Apesar de não ser inovador – o Orkut já tinha tal funcionalidade há mais de dois anos – o Facebook buscar dar o seu segundo grande passo em sete anos de vida. O primeiro, feito em 2010, permitiu a criação de um grafo social, que entrecorta diversos sites – principalmente os de notícia. O objetivo, segundo o próprio Mark, era o mesmo dos primórdios da internet: conectar pessoas.

    Agora, a integração com o Skype mostra o amadurecimento do Facebook – e de seres humanos – na internet. Chega ao fim o ciclo do discurso de conectar pessoas para dar lugar à ubiquidade virtual – ou até mesmo real. Diz o próprio Mark, ontem, no evento. “Até agora, as redes sociais foram basicamente ferramentas de conectar pessoas. Agora, o mundo acredita que as redes sociais vão estar em qualquer lugar. Acho que esse capítulo da história das redes sociais (de ser apenas uma ferramenta para conectar pessoas) foi encerrado.”

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