Quando o New York Times apresentou, em março, seus planos de cobrança para a leitura on-line de conteúdos, um dos maiores dilemas de sua equipe executiva seria estabelecer uma estratégia para que todo e qualquer conteúdo circulasse em redes sociais de grande popularidade, como Facebook e Twitter. Uma vez que o usuário acessa o conteúdo por meio dessas plataformas, ele segue com acesso gratuito e sem o limite de leitura estabelecido. Era o artifício para aumentar o fluxo de tráfego desses sites. Quatro meses após o anúncio, no entanto, o resultado de uma pesquisa interna surpreende: o e-mail supera gigantes do setor e segue como a principal plataforma de compartilhamento de informação na versão on-line do jornalão. #
O estudo, revelado nesta terça e produzido a partir de 2.500 relatos, descreve que o crescimento vertiginoso do uso de sites como o Twitter e Facebook não provocou a queda e uso do e-mail, considerado ultrapassado por publicações tradicionais e diversos pesquisadores especializados em mídia. O argumento, no mínimo questionável, garantia que a caixa de mensagens perde espaço, paulatinamente, para redes sociais como Twitter e Facebook – terrenos cada vez mais populares. Era o adeus dos conteúdos considerados pessoais para dar lugar aos tweets, likes e check-ins. Engano. O velho uso de acessar a caixa de mensagens, procurar o destinatário, e enviar um link segue como uma prática comum. De fato, as redes sociais não mataram o e-mail. #
Entre outras informações disponibilizadas, destaque para os rótulos desenhados pelos pesquisadores para compreender o motivo que move pessoas a compartilharem conteúdo, chamado de ‘Psicologia do Compartilhamento‘. Indivíduos altruístas – principalmente do sexo feminino – pessoas ligadas a seu trabalho, jovens altruítas e “polemizadores” são caricaturas em evidência. É, portanto, parte do conteúdo que já discuti em minha dissertação de mestrado: reconhecimento e vontade ao auxiliar o próximo, sem mesmo conhecê-lo. #
O estudo, sobretudo, aponta para uma peculiar característica do blog – conectar pessoas com interesses semelhantes. De acordo com a pesquisa, 73% dos entrevistados trocam links para trocar diálogos, interagir, com pessoas comuns. Este, talvez, fora o primeiro passo dado para que o império Facebook fosse construído. Hoje, o argumento, pelo jeito, começa a ser descartado. #
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Foto: Ari.
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