Nesta quinta-feira, Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter e atual CEO, convidou a imprensa para apresentar uma série de novidades sobre a empresa. Entre as inovações reveladas – como a instalação dos 700 funcionários da empresa em um novo escritório, em São Francisco, Estados Unidos –, destaque para a nova interface do microblog, disponível já nas versões para dispositivos móveis com sistemas operacionais Android e iOS e, nas próximas semanas, para todos os usuários que acessam a plataforma na web. Na ocasião, o ambicioso projeto valorizou a essência do microblog: o compartilhamento e discussão mais intensa de histórias. #
Na prática, a nova interface se resume a três destinos de acesso – início (página principal com as mensagens de seus seguidores), conectar (conteúdos que citam em algum momento o perfil do usuário do site) e descobrir (resumo para explicar aos cadastrados os temas mais populares). Segundo Ryan Server, diretor de plataformas da empresa, as alterações pretendem oferecer uma navegação mais simples e, ao mesmo tempo, rica aos usuários. “Em um mundo onde o Facebook e o Google estão competindo em recursos, o Twitter quer se concentrar apenas em ser simples”, afirma. O microblog, de fato, conseguiu atender às exigências apresentadas. #
Ao renovar sua página, o Twitter conseguiu agregar na seção Descobrir as informações necessárias para entender os temas que são discutidos – passo crucial para que o microblog se mantenha dinâmico. A empresa quer acabar com acredita que o recurso seja a isca para convidar seu fiel escudeiro, o usuário, a ser mais ativo. Para dar maior credibilidade aos tópicos mais comentados, conhecidos como Trending Topics, o Twitter se esteia às notícias publicadas em blogs e sites de notícia de credibilidade para explicar o fenômeno que é propagado em rede. É a tentativa de se tornar a praça pública oficial da web, onde todos os assuntos passam pela boca – no caso, palavras – de seus frequentadores. A estratégia, aqui, é evidente: uma vez fortalecido, o Twitter pode atrair mais anunciantes e, consequentemente, amealhar investimentos. Ao que parece, o Twitter havia perdido uma de suas asas, mas pode recuperá-la e dar voos altos. Dependerá do rumo da empresa em se tornar uma plataforma de conteúdos. #
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