A iniciativa dos princípios de design do governo britânico

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    Com nomeação de sua majestade, a rainha, o governo britânico lançou uma cartilha de boas práticas para o design.  A iniciativa, que parte do novo portal beta do governo, pretende não ser uma listagem de práticas ruins, mas um guia para processos mais estruturados e com foco na usabilidade e conforto dos usuários.

    Em fase “alpha”, a cartilha pode sofrer alterações ao longo do tempo, já que os conceitos que regem o design, em especial o design para web, mudam constantemente.


    Usando HTML5 e conceitos como “faça menos”, difundidos por nomes criativos como o de John Maeda (As Leis da Simplicidade), a cartilha traz inúmeros exemplos para as etapas iniciais do processo de criação, como mapeamento das necessidades, organização dos dados, contexto, etc.

    E o governo se meter no design alheio é algo positivo? Qualquer partilha de conhecimento, em especial algo que agregue valor à produção cultural e melhore a experiência dos usuários é mais que bem-vinda.

    Além da interface simples, que privilegia a busca e a navegação confortável para acessar os serviços mais comuns do Estado, o Gov.UK confia em um design responsivo, ou seja, que funciona de maneira inteligente em um navegador de notebook, smartphone e tablet.

    A resposta imediata para oferecer uma experiência agradável em um smartphone ou tablet seria: construa um aplicativo. A ideia, porém, enfrenta dois pontos cruciais, a dificuldade de se programar para sistemas operacionais diferentes e a pluralidade de dispositivos. Duas linguagens para estruturação de conteúdo na web podem acabar com essas barreiras: HTML5 e CSS3. Com o suporte dessas linguagens, um design responsivo pode ser estruturado. Dessa maneira, a forma do conteúdo não tem o mesmo peso que anteriormente, já que ele será adaptável a cada situação (resoluções de tela, capacidade de banda, entre outros itens).

    Por oferecer uma compatibilidade vasta, HTML5 e CSS3 não encontram dificuldades em trabalhar nos dispositivos móveis, como acontece com programas como o Flash, que inclusive teve o desenvolvimento de sua versão móvel abandonado pela Adobe . Para Marcotte, que contribui no “A list apart“, a principal iniciativa do design responsivo é trocar uma grade fixa por uma versão fluida. Sem entrar muito em detalhes técnicos e dos códigos, uma das formas para se realizar esse trabalho é não pensar em larguras como pixels, mas como porcentagem. Isso facilita, por exemplo, o desenho de uma grade que se adeque perfeitamente a diferentes situações.

    Além de driblar as dificuldades com diferentes resoluções, um design responsivo permite que o conteúdo seja trabalhado uma única vez e com um desempenho muito maior do que feeds de RSS inseridos em um aplicativo. Outra vantagem, principalmente no uso de HTML5, é a construção de um ambiente praticamente idêntico ao de um aplicativo, mas que por estar hospedado em um domínio web, não precisa passar pelo crivo e aprovação das lojas, nem mesmo a restrições impostas pelos que detêm o controle do sistema operacional.

    Também é possível elencar benefícios como o uso de sistemas de métricas próprios para a análise de dados, inserção e controle de anúncios. Além disso, anula-se a necessidade de atualização de versões, como acontece nos aplicativos da forma como os conhecemos hoje.

    Foto

    Página do Gov.UK chegou a mim via Dani Osvald

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