Google+ se descola do Diaspora

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    Dias após o Facebook anunciar a compra, por 1 bilhão de dólares, do híbrido de aplicativo e rede social Instagram, o rival Google+ tratou de apresentar a seus usuários a nova interface do serviço. É a primeira grande reforma visual desde seu lançamento, em junho de 2011, de um produto que recebe cada vez mais atenção dentro da gigante de buscas. Trata-se, sobretudo, de uma aposta correta ao escolher um visual que se adapta facilmente em navegadores de dispositivos móveis com telas sensíveis ao toque.

    Entre as modificações já disponíveis a uma parcela de usuários – que já somam 170 milhões de perfis, segundo o Google –, destaque para a faixa dinâmica disponível à esquerda da tela, que permite arrastar ou remover recursos (fotos, círculos, página do usuário, entre outros) e rearranjá-los na ordem desejada pelo usuário. Note, na imagem acima, que os ícones estão totalmente adaptados ao toque de um dedo na tela. O Google, portanto, acerta ao recriar um produto que é concebido para se adaptar a todas as plataformas de distribuição – smartphones, tablets e computadores.

    Outra funcionalidade que ganhou mais destaque na ferramenta é o Hangout, espécie de chat em vídeo, que permite a conversa de até dez amigos. Agora, o produto ganhou uma página específica, que reúne todas as videoconferências realizadas por seus usuários.

    A seção lateral à direita da página é dedicada a uma nova coluna, com todos os contatos do Gtalk, serviço de mensagens instantâneas da companhia. Seu uso, aqui, é semelhante ao do concorrente Facebook. Além disso, a empresa demonstrou preocupação com o crescimento de imagens postadas por usuários e tratou de ampliar as dimensões das fotos a serem exibidas. A iniciativa, neste caso, é deixar o Google+ mais “visual”.

    Com a reforma, o Google+ se descola definitivamente do visual Diaspora, concebido como uma alternativa ao Facebook, mas que, até hoje, não prosperou. Assim Vic Gundotra, vice-presidente sênior do Google e pai do Google+, definiu as mudanças. “Essa versão é mais fácil de ser utilizada e mais atraente, mas o mais importante é que vão no sentido de oferecer um Google+ mais simples e belo.”

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