Novo Facebook a seus usuários

Compartilhe!

    Nesta sexta-feira, o Facebook deu o passo mais importante de sua história, desde sua criação, em fevereiro de 2004, ao estrear no mercado financeiro com a maior oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, a Bolsa do setor de tecnologia. Ao arrecadar cerca de 16 bilhões de dólares, a empresa teve seu valor de mercado elevado para 104 bilhões. Agora, a rede social criada para deixar o mundo mais aberto e conectado, utilizada hoje por quase um bilhão de pessoas em todo o planeta, não será a mesma: investidores vão exigir evolução constante e a rede social terá de atender às altas expectativas para mantê-los satisfeitos. Oportunidades de crescimento não faltam.

    Há alguns meses, a maior rede social do mundo conheceu – de maneira tardia – um filão nada desprezível: o mundo móvel, afinal, preveem dez entre dez estudos, é para lá que migram a internet e os usuários. Em março, o site revelou que quase 50% da base de cadastrados na rede (488 milhões de usuários) acessaram o Facebook a partir de um dispositivo móvel. Ao saber desta cifra, a empresa tratou de rechear seu serviço de anúncios. Hoje, um bloco de publicidade com quatro seções é exibido na página dedicada aos dispositivos móveis. Resultado: uma nova fonte de receita à Zuckerberg e sua equipe.

    Apesar do vultoso resultado, o FB carece de inovações para aperfeiçoar a experiência do maior interessado no jogo, o consumidor final. Usuários dos aplicativos disponíveis para os dispositivos móveis de Apple (iPad e iPhone) reclamam constantemente da lentidão do serviço, além do consumo, em excesso, da bateria. Sabendo das fragilidades – e do crescimento do acesso móvel à rede -, Zuckerberg tratou de se movimentar: além de gastar um bilhão de dólares para adquirir o Instagram, o jovem CEO contratou, na última terça-feira, os criadores do Lightbox, aplicativo de fotos para smartphones com sistema Android. A iniciativa, aqui, é evidente: agregar inteligência móvel, até então inexistente, à sua empresa.

    Outra estratégia que não merece ser ignorada é a possível criação de seu próprio smartphone, alimentada constantemente por rumores provenientes da indústria de tecnologia. A hipótese que mais desperta expectativa é uma integração intensa com o Skype, principal serviço de telefonia via internet que, desde julho, possui uma parceria de vídeochamadas com a rede social.

    A vantagem é: com um celular próprio, o usuário recorreria facilmente à agenda de contatos do Facebook, uma medida prática que certamente agradaria a muita gente. Para usá-lo ainda mais, o empresa forneceria a seus cadastrados facilidades para usar o Instagram, aplicativo de personalização de fotos, ampliando assim o título de maior repositório de imagens do planeta mais de 300 milhões de conteúdos publicados diariamente.

    A cereja que Zuckerberg apresentaria a seus consumidores está no recurso de geolocalização. Ao contratar os principais executivos e funcionários do Gowalla – maior rival do Foursquare no segmento – a rede social acrescenta um incremento importante: sua localização geográfica; dar a chance aos usuários de fazer isso a partir de um celular, um dispositivo móvel por excelência – e com seu próprio nome -, pode ser um passo lógico. Os ingredientes estão na rede. Falta saber agora o que Zuckerberg vai preparar a seus clientes. Os investidores estão de olho.

    Posts relacionados
    Por que o Facebook estuda aprimorar seu sistema de buscas

    Foto: CrashMedios.

    Compartilhe!