Saída de executivo impõe (outro) novo desafio à rede Facebook

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    Na última sexta-feira, o mercado de tecnologia acompanhou a primeira saída de um dos principais executivos do Facebook após a recente entrada da empresa na bolsa de valores. Bret Taylor, chefe de tecnologia, comunicou sua decisão no próprio site, espaço onde também confirmou a criação de um novo projeto, em cooperação com Kevin Gibbs, ex-funcionário do Google. A maior rede social do planeta sofre um duro revés ao perder o autor de ações importantes realizadas recentemente. Mark Zuckerberg, CEO e fundador da rede, terá portanto outro desafio pela frente: conter o ímpeto dos funcionários – feitos milionários com a abertura de capital da empresa – que ajudaram a transformar o Facebook em gigante e agora podem buscar outros desafios.

    Leia também: Após IPO, usuários conhecerão novo Facebook

    Zuckerberg provavelmente sabia que um dia essa situação viria à tona. Em 2004, meses após oferta pública de ações na bolsa (IPO) do Google, nove funcionários deixaram a companhia para lançar suas próprias startups. Entre eles, estava o próprio Bret Taylor.

    Aos 32 anos, o programador americano de Mountain View, cidade que abriga a sede do gigante de buscas, desbravará novos territórios para criar um novo gigante na internet – com totais condições de construir um novo projeto de sucesso. Taylor é um dos criadores do Google Maps, maior serviço digital cartográfico do mundo, e do agregador de contéudos FriendFeed, vendido em 2008 ao Facebook por 50 milhões de dólares.

    Na rede social, Taylor permaneceu como executivo de tecnologia por quase dois anos. Durante o período, foi responsável pela criação da Timeline – recurso que apresenta as atividades do usuário em forma de biografia – além de comandar as principais inovações da rede em dispositivos móveis, setor que requer atenção e que deve redefinir o destino da maior rede social do mundo. Zuckerberg perde, assim, sua principal referência no setor.

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      • http://twitter.com/jbarreto_info Juliano Barreto

        Me incomoda, além do consumo superficial, uma espécie de engajamento superficial. Numa semana, todo mundo está “revoltado” com o governo do Egito. Na outra, estão “revoltados” com o Sarney e esquecem completamente o Egito. Ou vice-versa. Cada semana escolhem uma pauta para se engajar e, por isso, acabam não se engajando de verdade em coisa alguma.

        • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

          É o agenda-setting, rs, Juliano. Parte da culpe pode estar na imprensa…

      • http://twitter.com/jbarreto_info Juliano Barreto

        Me incomoda, além do consumo superficial, uma espécie de engajamento superficial. Numa semana, todo mundo está “revoltado” com o governo do Egito. Na outra, estão “revoltados” com o Sarney e esquecem completamente o Egito. Ou vice-versa. Cada semana escolhem uma pauta para se engajar e, por isso, acabam não se engajando de verdade em coisa alguma.

        • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

          É o agenda-setting, rs, Juliano. Parte da culpe pode estar na imprensa…