O futuro do Jornalismo é pensar ‘digital first’?

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    Um dos maiores questionamentos que recebo nos últimos anos acerca do Jornalismo é desvendar – se possível, claro -, quais elementos são imprescindíveis para o novo profissional, que emerge das universidades, chegar às tradicionais redações. Fornecer uma resposta simples e objetiva é, no mínimo, claudicante. Mas, independente dos ingredientes que são adicionados diariamente às novas estruturas da profissão, um fato jamais pode ser ignorado: a tecnologia – e seus aparatos – modificam a sociedade e, principalmente, o Jornalismo.

    Leia também: A tecnologia e suas plataformas podem ajudar o Jornalismo

    Há exatos dois anos, Jennifer Lee publicou no Poynter uma espécie de guia de sobrevivência do jornalista que ressalta a importância da adaptação às novas tecnologias inseridas na sociedade. Por mais que não exista, hoje, um modelo que conduza boas práticas no setor, algumas peculiaridades podem ajudar profissionais a garantir, por exemplo, empregos no Brasil.

    Ter conhecimento profundo às práticas exigidas e conhecidas, como apuração, edição e aprimoramento no texto tornaram-se commodities – mas não perderam sua importância, claro. Há algum tempo, o profissional que deseja desbravar o mundo virtual sabe que suas habilidades transcendem essas características: ter um conhecimento – mesmo que básico – no manuseio das APIs de plataformas de grande popularidade, como o próprio Instagram, ciência da força da colaboração e, sobretudo, saber reconhecer que algumas histórias têm condições de serem melhor exploradas a partir de outras perspectivas, como infografia recheada de dados de prestação de serviço à população, são alguns recursos presentes livremente no mundo virtual e já usado pelas principais empresas de comunicação, casos de The New York Times, The Guardian, National Public Radio e Financial Times.

    As companhias citadas acima já estão marcadas por inovar. Em 2008, por exemplo, a NPR foi a primeira empresa de mídia a liberar a API de seu site para incrementar a atividade no Jornalismo. Quatro anos após o belo trabalho executado na empresa, nenhuma empresa de mídia no país decidiu usar tal artifício em benefício próprio, prática até que comum em outros grupos de comunicação. Ainda não se tem ciência que a tecnologia é libertadora – e vai proporcionar ainda mais oportunidades de oferecer melhores conteúdos. Os leitores agradecerão.

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      • basekitbrasil

        Acredito que o jornalista do futuro vai incorporar diversas atividades no seu dia-a-dia como fotógrafo, social media, redator, tudo em um. Já as profissões mais específicas e apenas técnicas como o fotógrafo tendem a desaparecer.